Sunday, July 2, 2017

O INÍCIO DO SÉCULO XXI COM A QUEDA DA SOBERANIA NACIONAL


Prezado Jorge Serrão

BOM DIA!

Segue uma seqüência de informações mostrando que no final conseguiram doutrinar as nossas FFAA para serem capacho dos poderosos. Gen. Geisel foi corajoso.Favor use sua competência para fazer um artigo e envie cópia para :  Paulo Augusto Lacaz Facebook - No face que estou de lado e de azul.
Sem mais para o momento, desejo-lhe, 
Saúde,  respeito e fraternidade
Paulo Augusto Lacaz
Favor avisar ao Gen Durval Antunes de Andrade Nery 

COMO NO YOUTUBE ABAIXO INDICA QUE PODEM CONVIDAR OUTROS AINDA NÃO RELACIONADOS. SUGIRO (por deboche) QUE SEJA PENSADA A HIPÓTESE DE UMA BASE AÉRIA MILITAR DOS USA EM NATAL - https://www.youtube.com/watch?v=kdyVWqmR-FM
UMA BASE MILTAR RUSSA NA FRONTEIRA DO BRASIL COM O URUGUAI - https://www.youtube.com/watch?v=vmOxTli3nrU
e UMA BASE CHINESA NA FRONTEIRA DO BRASIL COM O PERÚ.
https://www.facebook.com/PeoplesDaily/videos/1586252198093258/
JÁ QUE ESTAMOS NECESSITANDO DE APOIO PARA FISCALIZAR AS NOSSAS FRONTEIRAS, POR INCOMPETENCIA DAS NOSSAS FFAA, VAMOS DIVIDIR O "BOLO" ENTRE AS TRÊS POTÊNCIAS.

Na nossa gloriosa Academia Militar das Agulhas Negras.
Se vc tem curiosidade sobre essa formação, deixe sua pergunta.
Paulo Augusto Lacaz Procure realmente conhecer a formação dos MILITARES da época da Escola de REALENGO. Hoje mudou para pior, no que diz respeito às Normas Morais Positivas, com base nas Leis dos Deveres; pois estas não mudam com o tempo dito "moderno" Contemporâneo. Vamos criar o Exército Cidadão - Ombro Forte e Mão Amiga - para o lado da FIESP ( ORDEM) e do lado da CUT (PROGRESSO) - FAMÍLIA - PÁTRIA E HUMANIDADE. OS FINANCEIROS QUE ESTÃO MANDANDO NO MUNDO ESTÃO DESTRUINDO A SOCIABILIDADE. VOCÊS ESTÃO SE TORNANDO MERCENÁRIOS E NÃO DEFENSORES E GUARDÕES DE NOSSA NAÇÃO. USA NÃO É PADRÃO DE REFERÊNCIA NO QUE TANGE A MORAL - http://societocratic-political-regime.blogspot.com.br/2016/12/exercito-cidadao.html

Comandante do Exército fala sobre a capacidade de defesa de nossas fronteiras

NÃO ACREDITO, MAS COM ESTE GOVERNO APÁTRIDA E UM FRÁGIL EXÉRCITO MORALMENTE FORMADO NO SEU COMANDO, REGIDO PELAS LEIS DO DIREITO E NÃO PELAS LEIS DOS DEVERES; O QUE FAZ PERDER A NOÇÃO DE NACIONALIDADE; MUITAS VEZES LEVA-NOS A DESTRUIÇÃO DA DOMESTICIDADE FAMILIAR E DA RELIGIOSIDADE CRISTÃ/JUDAICA, FAZENDO-NOS UM FUTURO CONGO, POR NÃO SABER DISCORDAR DOS ELEVADOS ERROS DESTA ATUAL CONSTITUIÇÃO, LEVANDO-NOS AO CAUS SOCIAL. OS SENHORES SÃO CO-RESPONSÁVEIS PELA DESGRAÇA QUE CAMINHA ESTE NOSSO BRASIL. QUEM NÃO REAGE CONCORDA!
COMO PODE O COMANDANTE VIR À PÚBLICO DIZER QUE SOMOS INCAPAZES DE NOS DEFENDER. AGORA NOSSOS INIMIGOS EM INTERESSES, PODEM NOS PREJUDICAR INORMEMENTE COMO NAÇÃO. ACABAMOS DE NOS ENTREGAR SEM BATALHAS, DE FORMA COVARDE AO RESTO DO MUNDO. 


Saiba o que está em jogo:

Friday, June 30, 2017

Karl Marx, quem diria, já pode voltar.


NEGATIVO - A SAÍDA ESTÁ NO POSITIVISMO DE  AUGUSTO COMTE - VIDE COMENTÁRIOS ABAIXO.

------- Mensagem encaminhada -------
De: Pedro Augusto Pinho <pedroaugustopinho@hotmail.com>
Para:
Assunto: The Economist: Karl Marx, quem diria, já pode voltar
Data: 28/06/2017 13h40min18s UTC
no Outras Palavras

Karl Marx, quem diria, já pode voltar
por Vicenç Navarro

Uma das colunas mais conhecidas da revista semanal The Economist, a Bagehot (que tem como responsável Adrian Wooldridge) publicou, na edição de 13 de maio, um artigo que seria impensável encontrar nas páginas de qualquer revista econômica de orientação igualmente liberal, na Espanha [ou no Brasil].

Sob o título “O momento marxista” e o subtítulo “Os trabalhistas têm razão: Karl Marx tem muito a ensinar aos políticos de hoje”, Bagehot analisa o debate entre o dirigente do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, e seu ministro sombra da Economia e Fazenda, o John McDonnell, por um lado, e os dirigentes do Partido Conservador e os jornais conservadores Daily Telegraph e Daily Mail, por outro. 

Definir esse diálogo como debate é, sem dúvida, excessivamente generoso por parte da coluna Bagehot, pois a resposta dos jornais conservadores e dos dirigentes conservadores aos dirigentes trabalhistas é uma demonização tosca, grosseira e ignorante de Marx e do marxismo, confundindo marxismo com stalinismo, coisa que também acontece constantemente nos maiores meios de comunicação, em sua maioria de orientação conservadora ou neoliberal.

Uma vez descartados os argumentos da direita britânica, a coluna Bagehot passa a discutir o que considera as grandes profecias de Karl Marx (assim as define), para entender o que está acontecendo hoje no mundo capitalista desenvolvido. Conclui que muitas das previsões do velho economista resultaram corretas. Entre elas destaca que:
1. A classe capitalista (que a coluna Bagehot insiste que continua a existir, ainda que não use esse termo para defini-la), a dos proprietários e gestores do grande capital produtivo, está sendo substituída – como anunciou Marx – cada vez mais pelos proprietários e gestores do capital especulativo e financeiro, que Marx (e a coluna Bagehot) consideram parasitários da riqueza criada pelo capital produtivo. Essa classe parasitária é a que, segundo a coluna, domina o mundo do capital, sendo tal situação a maior responsável pelo “abusivo” e “escandaloso” (termo utilizado por Bagehot) crescimento das desigualdades.
Os capitalistas conseguiram cada vez mais benefícios, à custa de todos os demais. Para demonstrá-lo, o colunista do The Economist assinala que, enquanto em 1980 os executivos-chefes das cem mais importantes empresas britânicas tinham rendimento 25 vezes maior que o do empregado típico de suas empresas, hoje, ganham 130 vezes mais. As equipes dirigentes dessas corporações inflaram sua remuneração às custas de seus empregados, ao receber das empresas pagamentos (além do salário) por meio de ações, aposentadorias especiais e outros privilégios e benefícios. Mais uma vez, Bagehot ressalta que Marx havia previsto o que ocorreu. E mais: a coluna descarta o argumento segundo o qul essas remunerações devam-se às exigências do mercado de talentos, pois a maioria desses salários escandalosos dos executivos foi atribuída por eles mesmos, através de seus contatos nos Comitês Executivos das empresas.

2. Marx e Bagehot questionam a legitimidade dos Estados, instrumentalizados pelos poderes financeiros e econômicos. As evidências acumuladas mostram que o casamento do poder econômico com o poder político caracterizou a natureza dos Estados. A coluna Bagehot faz referência, por exemplo, ao caso de Tony Blair, que de dirigente do Partido Trabalhista britânico, passou a ser assessor de entidades financeiras e de governos indignos. Em qualquer outro país, poderíamos incluir uma longa lista de ex-políticos que hoje trabalham para as grandes empresas, colocando a seu serviço todo o conhecimento e contatos adquiridos no exercício do seu cargo político.

3. Outra característica do capitalismo prevista por Marx – segundo a coluna Bagehot – é a crescente monopolização do capital, tanto produtivo como especulativo, que está ocorrendo nos países capitalistas mais desenvolvidos. Bagehot aponta como essa monopolização foi ocorrendo.

4. E, como se não bastasse, Bagehot assinala que Marx também tinha razão quando observou que o capitalismo cria pobreza por si só, através da redução salarial. Na realidade, Bagehot esclarece que Marx falava de “pauperização”, que é – segundo o colunista – um termo exagerado mas correto na essência, pois os salários foram baixando desde que a atual crise teve início, em 2008, de tal maneira que, no ritmo atual, a tão proclamada “recuperação” econômica não permitirá que se alcancem, por muitos anos, os níveis de emprego e de salário anteriores à Grande Recessão. Além dessas grandes previsões, a coluna Bagehot ainda afirma que a crise atual não pode ser entendida, como observou Marx, sem compreender as mudanças dentro do capital, por um lado, e o crescimento da exploração da classe trabalhadora, por outro.

Pode o leitor imaginar algum grande jornal espanhol [ou brasileiro], seja de economia ou não, que permita a publicação de um artigo como esse? 
The Economist é o semanário liberal mais importante do mundo. 
Promove constantemente essa ideologia. 
Mas alguns de seus principais colunistas são capazes de aceitar que, depois de tudo, Marx, o maior crítico do capitalismo, tinha muita razão. Seria, repito, impensável que, em outros países, qualquer grande jornal publicasse tal artigo, com o tom e a análise que tornam a coluna uma das maiores da revista, assinada por um dos liberais mais ativos e conhecidos.
 A coluna e seu responsável não se converteram ao marxismo, com certeza.  Mas reconhecem que o marxismo é uma ferramenta essencial para entender a crise atual.

 Na realidade, não são os primeiros que o fizeram. Outros economistas reconheceram essa verdade ainda que, em geral, não se enquadrem na sensibilidade liberal. Paul Krugman, um dos economias keynesianos mais conhecidos hoje, disse recentemente que o economista que melhor havia previsto e analisado as crises cíclicas do capitalismo, como a atual, havia sido Michal Kalecki, que pertenceu à tradição marxista.

Onde a coluna Bagehot se engana, por certo, é no final do artigo, quando atribui a Marx políticas levadas a cabo por alguns de seus seguidores. Confundindo marxismo com leninismo, a coluna conclui que a resposta histórica e a solução que Marx propõe seriam um desastre. O fato de o leninismo ter uma base no marxismo não quer dizer que todo marxismo tenha sido leninista, erro frequentemente cometido por autores pouco familiarizados com a literatura científica dessa tradição. Na verdade, Marx deixou para o final o terceiro volume de O Capital, que deveria dedicar-se precisamente na análise do Estado. Por desgraça, nunca pude iniciá-lo. 

Mas o que ele escreveu sobre a natureza do capitalismo foi bastante acertado, de modo que não se pode entender a crise sem recorrer a suas categorias analíticas. A evidência disso é claramente contundente, e o grande interesse que surgiu no mundo acadêmico e intelectual anglo-saxão, sobretudo nos EUA e no Reino Unido (onde The Economist é publicado) é um indicador disso. 

Mas temo que o que está ocorrendo la não se repetirá neste país, onde os maiores meios de informação são predominantemente de desinformação e persuasão.

* Tradução de Inês Castilho 

UM JUDICIÁRIO AUTISTA PARA UM DIREITO LIBERAL

------- Mensagem encaminhada -------
De: Pedro Augusto Pinho <pedroaugustopinho@hotmail.com>
Para:
Assunto: UM JUDICIÁRIO AUTISTA PARA UM DIREITO LIBERAL
Data: 29/06/2017 22h20min21s UTC

    Tenho dedicado alguns artigos sobre a questão do direito e da justiça. Em especial os que se desenvolvem hodiernamente no Brasil. Esteio do  neoliberalismo, que é o mesmo liberalismo, velho de quase três séculos,  sob a denominação dada, no final do século XX, pela banca (sistema financeiro internacional). Suas consequências jurídicas foram magistralmente descritas por António Manuel Hespanha, em seu Prefácio, de 2004, ao livro, que já trás no título a ironia da razão liberal: “Guiando a mão invisível” (Almedina, Coimbra, 2004):

“O liberalismo foi um projeto constitucional que, além de teoricamente algo inconsistente, não podia também realizar os pressupostos da sua realização prática. Ou, pondo as coisas de forma diferente: um projeto constitucional que, para realizar os seus pressupostos de realização prática, tinha que começar por desmentir alguns dos seus postulados teóricos” E, “aquilo que se cria ser natureza nos fins do século XVIII – ou seja, um mundo social e econômico em que pequenos e médios produtores, pequenos e médios comunicadores, se encontrassem, libertos dos entraves artificiais da tradição – sofreu mudanças bruscas com o surgir da produção em massa de bens ou com a criação de um espaço público alargado e agilizado pelo progresso dos meios de comunicação de massa”.

Efetivamente se, com os gigantescos e multinacionais conglomerados industriais e financeiros, a ideia de concorrência já estava fortemente abalada, o que dirá agora que as próprias holdings são conduzidas pelo sistema financeiro; este que denomino a banca, e que congrega menos de meia centena de famílias, quase todas residentes nos Estados Unidos da América (EUA) e na Inglaterra (Reino Unido, UK).

Estive acompanhando o debate, que se travou no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a delação premiada, tendo por estímulo a recentemente realizada pelos donos da JBS – surpreendendo os coxinhas que sempre acreditaram ser a Friboi do filho do Lula. Impressionou-me, em especial, o cuidado que cada um dos ministros tinha em se mostrar sabido e prudente aos pares; pois quase todos telespectadores, dos poucos que dedicavam sua tarde para os volteios verbais dos magistrados, nada entendiam do que ali era discutido.

O delator é, e sempre foi, na história e na ficção, uma figura ignóbil. Aquele que para se salvar trai a confiança de seus antigos sócios, amigos ou parceiros no negócio ou na aventura. O crime, se crime havia, já se cometera ao se juntarem para o feito; os sórdidos detalhes só interessariam às mentes pequenas. Assim me ensinavam meus pais, os padres do colégio que frequentei e a literatura que me apaixonava.

Mas os tempos são neoliberais, e nada mais corrupto do que o tempo onde a banca é a dona e senhora!

Voltemos pois aos ensinamentos de Hespanha e do que dele nos proveita este período de governo golpista.

Hespanha analisa as constituições de Portugal de 1822, 1826 e 1838, isto é, no século que o financismo da Inglaterra, a potência imperialista do século XIX, propalou-se pelo mundo, implantando o liberalismo econômico.

Com a má fé de quem não encontra argumento para escravizar o povo, confunde-se a ideologia política ou o pensamento liberal com o liberalismo econômico. Já é comum, principalmente nos estudos jurídicos, tratar da questão da linguagem. A palavra liberdade é uma destas capazes de gerar os maiores e mais disparatados absurdos. Uma política liberal, o que não é seguida necessariamente pelos partidos liberais, é a que procura garantir a livre expressão do pensamento, a opção não se submeter aos ditames do poder, seja ele qual for e qual seja sua origem. Já o liberalismo econômico propugna que o rico possa escravizar o pobre, que ambos, com suas desigualdades, se enfrentarão sem ressalvas. Em outras palavras; o econômico coloca raposas e galinhas no mesmo espaço e diz: vocês são livres para buscar alimento. O liberalismo político diria vocês são livre para defender seus pontos de vista, respeitando-se mutuamente.

Em seu magnífico estudo, Hespanha vai apresentando os diferentes entendimentos do Estado. Mas este não é nosso propósito no artigo. Vejamos somente a relação do Estado, das leis, dos aplicadores da lei e a banca, representando o poder maior, supranacional. E fixemo-nos no Brasil, objeto maior de nossos cuidados.

Desde o período colonial, como descrevem os jovens historiadores brasileiros, o poder estava nas mãos dos proprietários de terra. Portugal só lhes exigia a fé e um rendimento. Tudo mais estava sob seu jugo, até o comportamento dos  emissários da fé. Esta autoridade abrangente só conhecia o limite nas terras de seus pares. Tínhamos, na verdade, um feudalismo à brasileira no mundo mercantilista. Esta sujeição patriarcal e o escravagismo, que enriquecia seus senhores, estão na base do direito, como aplicado no Brasil. No texto, por sabê-lo inócuo, podemos ter leis que rivalizam com as mais avançadas do mundo.

Vamos a um exemplo, apropriadamente financeiro.

Como não se ignora, com a Revolução de 1930, buscou-se impor restrição às taxas de juro. Foi a famosa Lei da Usura, na verdade um Decreto de 1933. Mas este não foi aplicado e a Lei 4.595, de 1964, revogou-o ao passar para o Conselho Monetário Nacional (CMN) a atribuição de regular a taxa de juro.

Na Constituição de 1988 foi feita nova tentativa (art. 192 § 3º), revogada pela Emenda Constitucional nº 40, de 29/05/2003, sendo Presidente da Câmara dos Deputados o senhor João Paulo Cunha, e do Senado, José Sarney.

Foi assim, para o espaço, pela segunda vez o limite anual de 12% para as taxas de juros, que hoje superam 350%. Gustavo Barroso, historiador brasileiro, escreveu, em 1934, “Brasil, colônia de banqueiros”, que inicia com citação do viajante Henry Koster: (o Brasil cessou) “de depender de Portugal para se tornar colônia da Grã-Bretanha”, o que equivalia a dizer, de Nathan Mayer Rotschild e seus comparsas.

A banca domina pessoas, instituições e países pela dívida. E, uma vez dominados, passam a atuar de acordo com os interesses da banca. E esta não se importa com eventos, ações, manifestações salvo se lhes tolherem, reduzirem seu poder ou dificultarem a implantação de suas decisões. Assim aliou-se ao movimento ecológico, preservacionista, para derrubar o capitalismo industrial, colocou ingênuos defensores da natureza a seu lado; o mesmo ao enfrentarem ditaduras nacionalistas, com os amantes da democracia e da liberdade. Para banca só há dois objetivos: (a) transferir todos os ganhos de qualquer natureza, lícitos ou ilícitos, de todas as atividades econômicas, para o sistema financeiro e (b) promover, sempre e sistematicamente, a concentração de renda.

Se uma ditadura, como da Arábia Saudita, permite a concretização destes objetivos ela será tão bem recebida como a democracia parlamentar da França, de Emmanuel Macron.
Por outro lado um governo eleito e reeleito pelo povo, como o venezuelano, será considerado ditatorial a ser combatido, tal qual o malquisto governante que insiste em não se curvar à banca, um imbecil  trapalhão, o estadunidense Donald Trump.

Vejamos um caso recente que coloca o judiciário, na expressão de seus membros, como barata tonta.

O STF, na sequência da delação de Joesley Batista, que implica o golpista na presidência Michel Temer, discutiu a questão da homologação do acordo celebrado entre o denunciante e o Ministério Público Federal (MPF).

Muitas vezes foi citada a Lei 12.850, de 2013. Ninguém lembrou ou quis lembrar que a delação premiada começou muito antes, com Joaquim Silvério dos Reis, levando os inconfidentes de Minas Gerais à morte ou ao exílio.

Como narram nossos historiadores, e está Tomás Antônio Gonzaga (Cartas Chilenas) a demonstrar, já era uma época de corrupções envolvendo governadores e magistrados. Naquelas “Cartas”, Gonzaga canta o “Fanfarrão Minésio”, que outro não era senão o Governador de Minas, Luis da Cunha Meneses. O Joaquim delator, ao que consta, morreu aos 62 anos, cercado pela família, no Maranhão. 

E aqueles que morreram ou foram exilados por querem a pátria livre, aos poucos são colocados no olvídio pelo poder imutável dos senhores dos bens, os brancos e muito bestas.

E os ministros, após quatro dias de meneios verbais, concluem, quase por unanimidade, vejam só, que o ministério público acusa e os juízes julgam!

Enquanto isso o Brasil afunda e, cada dia mais, é a piada entre as nações, até que a banca lhe casse a própria nacionalidade.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

Saturday, June 24, 2017

CRIANDO O COXINHA DE AMANHÃ


------- Mensagem encaminhada -------
De: Pedro Augusto Pinho <pedroaugustopinho@hotmail.com>
Para: Pedro Augusto Pinho <pedroaugustopinho@hotmail.com>
Assunto: CRIANDO O COXINHA DE AMANHÃ
Data: 23/06/2017 18h29min19s UTC

CRIANDO O COXINHA DE AMANHÃ: GLOBO E VICE FIRMAM CONTRATO, INDEPENDÊNCIA OU MORTE !

         Meu inteligente leitor certamente já se questionou algumas vezes: por que um país tão rico em recursos naturais, com tão expressivas massa continental e população, não é uma potência, como os Estados Unidos da América (EUA), ou a Federação Russa (Rússia, que o golpista presidente chama República Soviética da Rússia), ou a República Popular da China (China)?

Não há só uma razão, como é óbvio. Mas entre as mais significativas, no meu entender, está a permanente ausência de um projeto político da construção da cidadania brasileira ! Aliás deveríamos até enfatizar que, na preocupação das elites, dos detentores do poder, sempre se buscou o inverso: desconstruir nossa identidade nacional, promover o “vira-latismo”, o desprezo ou a vergonha por sermos brasileiros.

Recordemos que a construção da cidadania, no entendimento de pensadores  contemporâneos – como Pierre Bourdieu, Nancy Fraser, Charles Taylor e tantos outros – se dá com a educação, iniciada já no berço e que se prolonga por toda vida. Não é este adestramento meritocrático, que provoca maior discriminação, mas a consciência de si mesmo e, por consequência, de seus humanos semelhantes. É a educação da autonomia, da liberdade, de que trata Paulo Freire, ou, também, dos saberes, como descreve Boaventura de Sousa Santos. Esta educação começa na formação da identidade. Se não sei quem sou, se não tenho meus referenciais étnicos, sociais, nacionais, o que serei então? Um boneco, um robô produtivo para outro?

Esta educação da “escola sem partido” tem, na verdade, um partido. E ele nem é um partido nacional, mas uma ameaça que paira hoje sobre todas as nações: a ditadura da banca (o sistema financeiro que se denomina nova ordem mundial). E aliada e cúmplice da banca, que a oculta e se opõe a tudo que lha combata, está a grande mídia. Esta mídia cada vez mais monopolizada, que estudos sobre a comunicação social revelam estar nas mãos de meia dúzia de megagrupos. Ela não é instrumento de informação, muito ao contrário, constitui-se em veículo de doutrinação. A quem se interessar pelo assunto recomendo o trabalho do brasileiro Maximiliano Martin Vicente, “História e comunicação na nova ordem mundial” (UNESP, SP, 2009).

Vejamos, agora, a matéria publicada em The Wall Street Journal (edição on line, 22/06/2017) de Lukas I. Alpert, com o significativo título: VICE MEDIA assina contrato com Grupo GLOBO do Brasil”.

Primeiro devemos saber o que é Vice Media. De origem canadense, esta empresa se transferiu para os EUA, em 2001, e passou a contar com acionistas como The Walt Disney Company, Hearst Corporation e associação com a 21st Century Fox, de Rupert Murdock, entre outros grupos de empresas voltadas para a comunicação de massa. Tanto que, a Vice também possui a revista Vice, a rede Viceland (TV a cabo), a Vice Music, detentora de diversos selos (labels), a Vice Films, a Vice Book e a “Vice Guide to Everything”, que promete levar a você “uma abordagem nova, mais condensada e divertida da notícia” (!). Entendeu?

Talvez a Globo, como nas pichações no Rio de Janeiro, em 1964 – Chega de intermediários, Lincoln Gordon para presidente –, tenha deixado de ser a porta-voz para ser do próprio dono da voz: o sistema financeiro internacional, a banca.

Não me surpreenderia ler que a Som Livre também contratasse (sic) a Vice Music, o o Jornal Nacional assumisse ser a versão brasileira da Vice Guide to Everything.

Pronto, a maior rede de comunicação do Brasil passa a ser no Brasil.

Vamos para as consequências, que ultrapassam, e em muito, as simplesmente jurídicas, econômicas, trabalhistas. Elas atingirão ainda mais fortemente a desconstrução da própria nacionalidade. O que a banca, nesta fase de sua dominação planetária, está fazendo é destruir os Estados Nacionais. Tem dúvida? Veja, fora das mídias da banca, o que está acontecendo na Líbia, no Iraque, no Paquistão, na Ucrânia, na União Europeia (em andamento), na Síria (sangrenta tentativa) e a razão da maior onda migratória, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), desde sua criação. Na América do Sul, a banca ataca a Venezuela, onde está a maior reserva de petróleo conhecida, e o Brasil, que além da Amazônia, do nióbio, das terras produtoras de alimentos, também tem a Arábia Saudita em petróleo submarino, o pré-sal.

A educação não se dá apenas na sala de aula. Ela se dá no ambiente em que o jovem frequenta, em sua casa e, cada vez mais, nas redes de comunicação. Ao dominar a comunicação de massa, uma potência domina o presente e o futuro de uma nação. O jovem formada pela Vice Media é, inexoravelmente, o coxinha de amanhã, o alienado suicida que destrói seu país, sua identidade nacional, sem ganhar qualquer outra.

Sem receio, pois se trata de uma colônia, The Wall Street Journal (WSJ) afirma que o foco deste contrato é a atuação sobre a juventude, como pretende a Vice Media. E que espera alcançar 53 milhões de “doutrinados” (viewers), nos canais da Globosat, e, “eventualmente, criar um canal próprio da Viceland”. Também antevê uma expansão das “operações da Vice” no Brasil, mais intensamente fora do eixo São Paulo - Rio de Janeiro.

Meus prezados leitores, não basta o Fora Temer e o Diretas Já, temos que ir às ruas clamando: Independência ou Morte!

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

Tuesday, June 6, 2017

A MEDIOCRIDADE QUE NÃO DEIXA PENSAR NOS NETOS

Prezados Compatriotas,

    Parece realmente incrível que as pessoas, presas a seus umbigos, não vejam a destruição social, econômica, psicológica, moral e até das nacionalidades, provocada pela ação do sistema financeiro internacional, a banca, em toda humanidade. O que ainda considero pior é que escolhem, em total desacordo com a contemporaneidade, fantasmas, sem qualquer efetividade, para se escusarem de enfrentar a cruel realidade desta “nova ordem mundial”. 

Ora é o comunismo, como se Cuba ou a longínqua e desconhecida Coreia do Norte estivessem nos invadindo, ora o Foro de São Paulo, um grupo de intelectuais, políticos e sindicalistas, mais ingênuos e desprovidos de força do que o Grupo Bilderberg ou a Comissão Trilateral. Enfim, buscam mascarar a banca, que é presente e destruidora, procurando piolho em cobra, que, por sua natureza,  está lhes envenenando.

        CRISES DO CAPITAL E AUTOFAGIA ECONOMICO-FINANCEIRA

Na análise de Youssef Cassis (Les Capitales du Capital, Slatkine, Genève, 2006) é a partir de 1918, com o fim da I Guerra Mundial, que Nova Iorque sucede Londres como a capital do capital financeiro. A fundação do atual JP Morgan Chase, por John Pierpont Morgan, em 1895, é dada como início desta nova era da banca.

Não faremos história, apenas apontaremos alguns fatos que esclareçam, a quem ainda duvidar, o empoderamento das finanças sobre a economia e todas as ações humanas neste último século (1917/2017).

Uma característica, herdada do financismo colonial inglês e ampliada nesta globalização vigente é da destruição das nacionalidades. Não se pense em maldades, a banca não tem emoções, é pura racionalidade administrativa. Enfrentar leis e regulamentos nacionais envolve custos, menos agilidade operacional, adaptações a burocracias distintas, enfim, uma série de óbices que podem ser extintos com a universalização dos procedimentos.

 E qual melhor regulamento do que a desregulamentação?

 Ampla, geral, irrestrita. Pronto, estamos no Estado Mínimo, antecessor do Nenhum Estado. Exemplo: Líbia, Iraque, União Europeia (ainda em processo), e, a passos largos, o Brasil pós golpe de 2016.

A moeda é outra vertente. Após a II Guerra Mundial colocou-se o dólar como a moeda da universalização financeira. Conseguiu-se muito, muitíssimo. Mas, felizmente, a banca também comete erros e pode ser enfrentada com sucesso. Vejamos o monopólio do dólar sobre o petróleo. 
Era, e ainda o é, em grande parte, a moeda das transações do “ouro negro”. 

Com isso, todos os países mantinham, sob diferentes formas, reservas em dólar dos Estados Unidos da América (EUA). Mas não só os países importadores, todos os exportadores também acumulavam dólar, o que levou a uma situação de pletora de dólares e, em consequência, uma repatriação da moeda. Lembram De Gaulle? Foi também por sua ação que o Presidente Nixon, em 1971, revidou desligando o dólar do seu lastro em ouro (US$35 por onça troy), e provocando uma sucessão de crises econômicas.

 O Brasil, dos governos militares, foi um dos grandes prejudicados, fortalecendo a oposição, que já contava com suporte neoliberal (que pena não poder culpar o petismo ou o bolivarianismo!). Outro exemplo está na destruição do Iraque. Recordemos que Saddam Hussein, em novembro de 2000,  decidiu vender o petróleo iraquiano em euros. E, não por acaso, Paris e Berlim não se associaram a Washington, em 2003, contra o Iraque. A geopolítica do petróleo, por muito tempo, esteve vinculada à hegemonia do dólar.

Vê-se pois, que também repercutem, na moeda da banca, os seus fracassos e a dificuldade de manter as crises que a alimentam. Talvez esteja aí a febre “bitcoin”. Como dizem os analistas da bolsa: a conferir.

2008 E OS PASSOS SEGUINTES

As “crises” pela ação da banca decorrem, basicamente, de seus próprios objetivos: a apropriação de todo ganho da economia pelo sistema financeiro e a permanente concentração de renda. Mas também está na distância crescente que separa o mundo da economia real daquele da economia dos papéis. Hoje já se perdeu a noção da quantidade de vezes que os barris de petróleo, negociados nos mercado financeiros, superam os efetivamente existentes. Apenas para continuar no exemplo petróleo, pois o mesmo se aplica a toda e qualquer commodity.

Perguntado sobre qual a mais aceita teoria econômica que contrariava o senso comum, o Prêmio Nobel de Economia, Paul Samuelson, respondeu de pronto: a das vantagens comparativas (formulada no século XIX por David Ricardo). Em 1999, quando do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC, filha do “Consenso de Washington”, em Seattle (EUA), a enorme mobilização popular contestando a OMC, seus projetos e propostas, confirmou o autor do mais popular manual de introdução à economia.

Uma das consequências da imposição da economia liberal, desde os anos 1980, foi o desmantelamento das políticas desenvolvimentistas. Veja o ocorrido na América Latina (AL): as taxas dadas pela variação do Produto Interno Bruto (PIB), para a média da região, foram, entre 1960 e 1980, de um crescimento de 3,1% e, entre 1980 e 2000, de apenas 1,7%. Recordemos que o Brasil, para o primeiro período, sob governos militares, guiou-se por Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND). A partir de 1980, com crescente empoderamento da banca, tivemos as políticas financeiras sobrepondo-se às políticas industriais, principalmente entre 1995 e 2000, nos governos de Fernando Henrique Cardoso.

Com a “crise” de 2008, os Estados Nacionais: EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão passaram a transferir recursos públicos, originados de tributos, para cobrir os déficits das instituições financeiras: bancos comerciais, bancos de investimentos, seguradoras etc. Genericamente, estes aportes públicos a instituições privadas foram denominados Quantitative Easing (QE), embora sob esta designação apenas se computassem parcelas destes desvios. Ao todo, nos EUA, Reino Unido, Japão e União Europeia, a “iniciativa privada” foi beneficiada, pelo insucesso de suas especulações, com cerca de trezentos trilhões de dólares. E, conforme afirmação de Stephen Williamson, vice-presidente do St. Louis Federal Reserve Bank, em agosto de 2015, esta enorme quantia não acarretou qualquer melhora na economia. E mais, ele confessou que experiências análogas realizadas anteriormente no Japão e na Suíça também conheceram malogros.

PERSPECTIVAS ATUAIS

Poderia discorrer sobre o embate teórico que surge atualmente contrastando o pensamento universalista que a União Europeia é o grande exemplo, com o regionalista ou nacionalista, que a Rússia serve de modelo, e envolve os pensamentos de Jürgen Habermas e David Ricardo de um lado, e, de outro, de Johann Gottlieb Fichte e Friedrich List.

Mas vou tratar do que a mídia brasileira resolveu erigir como a batalha fundamental para o futuro de nosso País: a corrupção ou, contrariamente, pela virtude individual, pela honestidade pessoal.

Pergunto, de início, ao atento leitor: os QEs, recém referidos, seriam instrumentos de probidade administrativa? Ou, propondo mais tecnicamente a questão: transferir os recursos que foram captados da população, sob a forma de tributos - para promover sua segurança, sua educação e seu bem-estar - para cobrir especulações, que a parcela mais rica do país malbaratou, é um ato de lisura, principalmente quando se reconhece que de nada adiantariam para a economia nacional?

A honestidade, colocada como questão individual, pouco significa diante de uma desonestidade institucional, para não se chegar à fraude de uma ideologia.

Aos que proclamam estar o Brasil no ápice da corrupção, eu retrucaria: sempre que nosso País foi dirigido pelo capitalismo financeiro tivemos os picos de corrupção. Isto ocorreu no escravagista Império, na Primeira República - quem  discordar pode começar a estudá-la melhor - e após o Governo Geisel. A história das privatizações, que ainda não foi bem conhecida pelos brasileiros, vai revelar o quanto de prejuízo já teve e ainda terá a Nação.

Pensar no futuro do Brasil não é, em hipótese alguma, promover “reformas” que tirem direitos do povo brasileiro e aumentem o poder da banca. É, primeiramente, resgatar a pouca democracia que tivemos, ampliá-la com a construção da cidadania e, em seguida, elaborar planos de desenvolvimento: sociais, educacionais, culturais, econômicos, científicos, tecnológicos, e promover a soberania nacional.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

Monday, June 5, 2017

A DITADURA REPUBLICANA NÃO É TIRÂNICA !

Sumário: a “Ditadura Republicana” de Augusto Comte corresponde a um Regime de liberdades com elevada responsabilidade, em que “O Ditador” não significa déspota e sim Governante - Estadista. O Autor deste artigo propõe substituir a palavra Ditador por Pronunciador e a palavra Ditadura por Pronunciadura, visando eliminar as conotações de tirania. Propõe também a criação de um Regime batizado de Societocrático, nome este sugerido pelo eminente Prof. de Sociologia do Direito, Dr. Nelson Maciel Pinheiro Filho, cujo conteúdo pode ser considerado uma 4a Via, bem mais socialmente justa que esta em que estamos vivendo hoje em dia, neste estágio da Evolução da Humanidade; conhecida como Democracia. A sugestão estrutural, organizacional e operacional deste novo Regime é de criação do Autor. Um artigo esclarecedor sobre Societocracia e Democracia pode ser lido em  http://www.doutrinadahumanidade.com/artigos/democracia_e_societocracia.htm

Autor: Profundo Estudioso dos Originais de Augusto Comte, a mais de 28 anos, cujo Curriculum Vitae http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2014/08/curriculum-vitae.html

            

Pronunciadura Republicana

Regime Societocrático Republicano
           
           
O Regime de Governo Socialista Pacifista, mais adequado é o Sociocrático, dentro de uma Ditadura Republicana, instituída sistematicamente por Augusto Comte (1798 - 1857) e aspirada empiricamente por Simon Bolívar (1783-1830); é bom lembrar aos homens de boa fé, que a solução cientificamente chegada por Augusto Comte, não é baseada em idéias Sectárias, como levianamente, displicentemente, e erradamente alguns apregoam.
             A Ditadura Republicana, não é pura invenção de Augusto Comte, mas sim o resultado fatal de uma longa elaboração da Humanidade, através do movimento ocidental, depois que se dissolveu o Regime Católico-Feudal. É uma forma de Política Científica, derivada das Leis Sociológicas Naturais.
             Augusto Comte resumiu as medidas necessárias, ao momento atual, para regular a direção política, com base em três regras fundamentais:

                        1) O Governo deve ser Republicano e não Monárquico.
                        2) A Republica deve ser Ditatorial e não Parlamentar.
                        3) A Ditadura deve ser Temporal e não Espiritual.

             Convém notar que todos os governos tenham o nome que tiverem, são realmente ditaduras, isto é, governos de força, da força material, quer estejam concentrados em uma só pessoa, o chamamos de poderes executivos e legislativos ou distribuídos entre um indivíduo e uma Assembléia.

Todos governam baseados no dinheiro e nas armas.

 De sorte que é tão ditatorial a lei de um Congresso, como um decreto de um Presidente.
 O que distingue essencialmente as ditaduras, embora se caracterizem como serem monocracias é a espécie de autoridade de que se acham investidas.
 Caso se disponha única e exclusivamente do poder de manter a Ordem Material, são ditaduras progressistas, isto é, Ditaduras Republicanas; se invadirem o domínio Espiritual, se pretende também governar a ordem mental e moral quaisquer que sejam os princípios do bem publico invocados, são ditaduras retrogradas, ditaduras anti-republicanas. É bom lembrar que se os líderes sacerdotais também cativarem as suas “ovelhas” para se tornarem líderes temporais, a ditadura é muito mais fortemente anti-republicana e altamente retrógrada.
                        O Brasil de Hoje vive hoje uma Ditadura Altamente Retrograda.
             Cabe aqui lembrar que a Ditadura Republicana é uma forma de governo ensinada pelo Positivismo, mas não é um governo Positivista. Em resumo a Ditadura Republicana não é um regime despótico, mas ao contrario, é o mais liberal dos governos.
             Apreciando o sentido filosófico e histórico da palavra ditadura e ditador, segue abaixo de modo a esclarecer aos homens de boa fé, o seguinte:
             Ditadura e Ditador são substantivos do verbo ditar empregado no sentido figurado de prescrever, ordenar, impor: que o sentido próprio é o de ato de anunciar algumas palavras, que vão sendo escritas por outrem. Assim Ditador é o que prescreve, ordena, impõem alguma coisa; e Ditadura é o conjunto dos atos do ditador.  De sorte que aplicados em política, os dois termos querem dizer: Ditador - qualquer pessoa jurídica, individual ou coletiva, que exerça um governo, pois ao governo cabe sempre a função de ditar, prescrever, impor ordens; e Ditadura o governo exercido pelo ditador.
             Assim, de modo geral, é um governo ditatorial, um ditatoriato, tanto o governo democrático do parlamento francês ou inglês, como foi o antidemocrático do fascismo italiano, do nazismo alemão e do bolchevismo russo.
             Foram ditaduras tanto as individuais de Camilo ou César na Roma Antiga, como as coletivas do Conselho dos Dez da Veneza medieval, e da Convenção Nacional da França quando da Revolução Francesa.
             Fundamentalmente todos os governos de ontem e de hoje são Ditaduras.
             Pouco importa que, se as leis e os decretos tenham órgãos distintos, ou sejam expedidos pelo mesmo órgão, para classificar o governo ditatorial ou não. O que define realmente ditadura, é o exercício da força material na direção da Sociedade.
 Toda a questão está realmente na escolha da forma de Ditadura a ser adotada, segundo a época e o local.
                               . 
            Somente com Augusto Comte foi o problema empiricamente resolvido, no entanto ele achou a solução sistemática, combinando o ditatoriato com a republica, condensando aquele em um só órgão principal, puramente monocrático, e definindo esta como o regime da máxima liberdade espiritual, caracterizado pela incorporação do proletariado à sociedade, instituindo em fim a Ditadura Republicana.
             É bom recordar ainda, que nos tempos em que era explicável e justificável a confusão dos poderes temporal e espiritual, como na Antigüidade romana, e me parece que no Brasil esta moda ainda persiste, quase todos os magistrados que primeiro foram chamados “ditadores”, dignificaram para sempre a sua função. Eram verdadeiros salvadores do povo. A Festa dos Santos Padroeiros de cada Município, financiada pelas Prefeituras reforçam o estado retrógrado, pela invasão dos poderes.
             Escreve Pierre Larousse:
                         O Ditador era um magistrado extraordinário, que se criava nos tempos críticos para governar durante seis meses. Chamavam-lhe em Latim de “Dictator”, porque todos lhes obedeciam às ordens.
                          “ Dictator appellatur, quod ejus dicto omnes audientes essent”.
                                    Era nomeado pelos Cônsules em virtude de Ordenação do Senado.
             Disse Bossuet: “A ditadura era uma magistratura extraordinária, que se instituía segundo a exigência, em todos os tempos da República e não uma forma particular de governo”.
             Pelas razões acima expostas, verificamos que na Antiga Sociedade Romana, a ditadura não era propriamente governo, mas delegação de governo, uma magistratura provisória, instituída pelos órgãos do governo romano da época. Desde esta época, já se mostrava a necessidade de concentrar o poder para o exerce-lo melhor. De sorte que as ditaduras posteriores que foram surgindo, mais ou menos modificadas, tem mostrado que a tendência, cada vez maior é mais acentuada, para essa concentração. A historia tem nos mostrado, que a parte condenável das ditaduras, a partir da construção sociológica de Augusto Comte, somente os dirigentes e dirigidos não se aperceberam, que a par da concentração, a evolução social mostrou também a bipartição do poder; a separação do poder temporal e do espiritual, reduzindo a ditadura a exercer apenas o primeiro destes poderes.
             Por isto, desde que respeitados rigorosamente o principio da separação dos poderes, as ditaduras passam de anárquicas a progressistas, de despóticas a liberais, tornado-se assim verdadeiras Ditaduras Republicanas.
             No entanto, no sentido comum do termo, ditador lembra déspota, ditador lembra tirano.
             A enciclopédia Larousse nos esclarece: Chama-se por extensão Ditador, todo homem que açambarca o poder ou que é acusado de o ter açambarcado.        
                      Quando Bonaparte penetrou a 18 de Brumário no Conselho dos Quinhentos, foi expulso pelos deputados aos gritos de: “Abaixo o Ditador”.
             Realmente para o vulgo dos dirigentes e dos dirigidos, existe despotismo quando o governo é exercido por um só homem, que concentra nas suas mãos todo o poder, que expede não somente decretos, mas também Leis. “E igualmente  esse  o mesmo pensamento de  Montesquieu e de  Rousseau, os escritores metafísicos  que inspiraram a fase  negativa da Revolução Francesa, através dos seus  célebres livros - “O Espírito das Leis “ e o “ Contrato Social ” como ensina a Sociologia, e antes dela o simples bom senso, é  que o despotismo e a tirania podem existir tanto nas leis das Assembléias, como nos decretos dos indivíduos. Muitas vezes a maior parte das vezes, as próprias  Assembléias só servem para disfarçar o despotismo dos indivíduos, dando-lhe o falso aspecto de  legitimidade; de sorte que não é nos  governos chamados democráticos, caracterizados essencialmente pela  bipartição do poder entre Assembléias que Legislam e indivíduos que  decretam, que está a verdadeira  Organização Republicana, e muito menos nos chamados governos  antidemocráticos, que reduzem ou  eliminam as Assembléias,  concentrando o poder nas mãos de  uma só  autoridade, ao mesmo tempo espiritual e  temporal, como foi o caso do fascismo  e do bolchevismo. Mas no governo que realiza a plena conciliação das mais rigorosa ordem material com a mais ampla liberdade espiritual, é que está o ditatoriato liberal, isto é, a Ditadura Republicana. Para minimizar o desconhecimento real da palavra ditadura, escolhi um sinônimo, que expresse a verdade e elegi - Pronunciadura Republicana, para expressar  a forma política de governo.
             A exclamação do Conselho dos Quinhentos perante Bonaparte não deveria ter sido  - “Abaixo o Ditador!”, mas, “Abaixo o Tirano! - Abaixo o Déspota!”
             Deveria ter sido idêntico e plenamente justificada a exclamação de todos os homens dignos de serem homens, diante das figuras de abomináveis dos Mussolini, dos Hitler, dos Stalin - “Abaixo os Tiranos!” - todos estes são ditadores, mas todos ditadores déspotas, ditadores anti-republicanos.
             As circunstâncias de estes déspotas terem praticado algumas boas ações, alguns atos republicanos, não basta para os excluir do rol dos culpados, da lista dos réprobos, como o fato de Caracala, o monstruoso imperador romano, por ter decretado o ato memorável de estender a todo o Império Romano a cidadania romana, mesmo assim não o liberta da eterna condenação social.
             Como quer que seja, a verdade histórica, a verdade Positiva, é que as ditaduras independem dos predicados que as qualificam. Podem ser liberais e progressistas como as de Cezar e Danton, ou despóticas e retrogradas como as de Silas e Robespierre; podem ser exercidos por grandes eleitos da Humanidade, como Sipião e Trajano, ou por facínoras como Nero e Hitler.
             Assim não há motivo racional  para repelir  as ditaduras desde  que sejam liberais  e progressistas.
             Para legitimar o poder, inventaram a sabedoria popular, manifestada pela eleição, para substituir a hereditariedade aristocrática. O processo eleitoral, vigente nesta democracia e em qualquer outra se baseia em duas não verdades. 
 Primeiro que os votos são iguais, tanto dos bem intencionados como os dos interesseiros, os dos competentes com os dos incompetentes.
 Segundo a maioria tem razão, quando em geral, não tem.  Caso se eleve o numero de votantes o nível moral e intelectual baixa. Que me desculpem, mas a verdade é que, no fundo esta eleição democrática, não passa de uma ilusão, visto  que o povo não escolhe ninguém, no máximo decide  entre  candidatos apresentados pelos grupos mais ativos.
A legitimidade atual do governo resulta da força que representa, pois, a Sociedade é um Ser Coletivo, mas que só age por intermédio de seus órgãos individuais.
             Quanto à sucessão, a regra da temporalidade é ILÓGICA.
  A continuidade administrativa permite aperfeiçoar o exercício dos negócios públicos e afasta as ambições vulgares e desenfreadas.  Basta estabelecer os limites de idade máxima e mínima 55 a 85 anos, por exemplo. E criar uma Constituição Societocrática, um código civil e um código penal compatíveis com uma  Constituição Republicana Federativa Municipalista Trabalhista/Capitalista.
            É difícil de entender e compreender, se no caso dos empresários e dos dirigentes de instituições religiosas, culturais e particulares, estes ocupantes permanecem nos postos enquanto tem forças para exerce-las, para uma melhor eficiência, por que os governantes têm que mudar periodicamente? Desde que mantenham a Ordem e o Progresso de sua Nação, não há necessidade de mudanças.
             A Societocracia tem os seus rituais para garantir o não abuso de autoridade do Pronunciador e a forma mais Moral de substitui-lo.
             O Grande estadista Bolívar afirmava “Um Presidente Vitalício com a faculdade de indicar seu sucessor, constitui a inspiração mais sublime na Ordem Republicana”.
             É uma indicação, que terá ou não o referendo de uma Assembléia, em caso negativo, outro é apresentado. Eleição por ad-referendum.
             Cabe aqui também alertar que o Parlamentarismo é um regime adequado à Inglaterra e o presidencialismo aos povos do continente Europeu, e seus prosseguidores de além-mar, especialmente, os latinos, que são menos disciplinados.
      O Sistema Parlamentarista não apresenta estabilidade: ausência de governo e irresponsabilidade.
             Quanto à Democracia, regime metafísico, Aristóteles, príncipe dos Filósofos, preferia um governo de elite e não gostava da Democracia, por tender para uma tirania da maioria, formada pelas classes mais baixas (Educação/ Instrução / Cultura – e de baixo poder econômico), que oprimia as camadas superiores da sociedade e não respeitava os princípios gerais de uma convivência liberal e que, hoje em dia, devido a formação mentirosa da elite, tapeiam o povo, fazendo da democracia uma  ditadura tirânica dos números.