Monday, December 11, 2017

A QUESTÃO OCULTA

A QUESTÃO OCULTA

“Alguma coisa está fora da ordem; fora da nova ordem mundial” (Caetano Veloso, Fora de Ordem)

O que é esta “nova ordem mundial” (NOM)?

Primeiramente não é nova. Como veremos no decorrer deste artigo, ela é o poder dominante no mundo atual e age, resguardadas as “reduções” temporais (obrigado Guerreiro Ramos), como o velho império colonial britânico, no século XIX: com a prevalência do sistema financeiro.

Também não há “ordem”, salvo se assim qualificarmos os dois objetivos desta NOM: apropriar-se de todos os ganhos de todos os setores da economia e promover permanentemente a concentração de riqueza. E haja desordens e contradições para que estes dois objetivos sejam alcançados.

Logo, a própria expressão – Nova Ordem Mundial – é uma impropriedade. 

Um slogan enganador, como tudo que sai da “banca”; palavra que uso para designar este poder financeiro internacional que asfixia economias, sociedades e nações em nossos dias.

Acertado o nome, vejamos agora a ação da banca, no que se refere à sociedade humana, não a interesses individuais mas aos interesses de todos os  humanos – vida digna, integridade física e moral, segurança pessoal, familiar, possibilidade de aprender, trabalhar, de realização criativa, afetiva, de lazer –, se ela é positiva, neutra ou negativa.

Para esta resposta usarei algumas estatísticas internacionais, facilmente comprováveis na internet, e, principalmente, reflexões e informações do excelente livro “Ricos, Podres de Ricos”, do professor Antonio David Cattani (ADC), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na 2ª edição, ampliada, de 2016 (Marcavisual Tomo Editorial, RS) e do, já clássico, livro de François Morin (FM), L´hydre mondiale: l’oligopole bancaire (Lux, Montréal, 2015).

A banca é o poder financeiro, mas poder é a expressão para pessoas, grupos. 

Se menciono  poder militar, serão pessoas com armas, logística que se unem para agir pela força; se poder psicossocial, são pessoas que dominam as comunicações de massas, credos religiosos, que lhes dão informações e produzem emoções condutoras de seu conhecimento e sentimento; sendo poder financeiro são pessoas que controlam os fluxos financeiros.

O mundo de hoje, como decorrência de decisões políticas adotadas na segunda metade do século passado, mais precisamente durante os governos de Margaret Thatcher, no Reino Unido, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos da América (EUA), tem este fluxo financeiro, majoritariamente, quase exclusivamente, controlado por menos de meia centena de famílias. 

São estas os donos do mundo.

A partir das finanças, em ritmo cada vez mais acelerado, passam a controlar a economia, as comunicações, a política, as academias, as forças de segurança e as nações. Isso decorre – na expressão de Adrian Salbuchi – da formação da “tecnoestrutura supranacional”, órgão de planejamento, coordenação, gestão e controle para a banca. 

Temos hoje, no Brasil, a execução deste plano, feito unicamente com objetivo de empoderar e enriquecer, cada vez mais, a banca.

“É perigoso dizer ao povo que as leis não são justas, pois ele as obedece somente porque as crê justas” (Blaise Pascal, Pensées, Misère, 66)

Na disputa ideológica no século XX, prevaleciam as armas e as tecnologias. 

Ter bombas era ter poder. Neste século XXI, prevalecem apenas as finanças. 

Houve progresso?.

Em seu livro, Antonio David Cattani precisa: “Para garantir poder e legitimidade, as classes abastadas conseguem inverter o que estava em curso, intensificando a dominação ideológica” e, adiante, “quanto mais desinformados forem os indivíduos mais devastadora é a dominação dos poderosos, que permanecem impunes e perpetuam as injustiças”.

Temos aqui duas vertentes da ação da banca: aquela que denomino “pedagogia colonial” ou, mais restritamente, “didática colonial” e 

o protagonismo da toga, do poder sem voto, da atuação do judiciário sobre os demais poderes do País.

Assim, no campo político e psicossocial já podemos concluir que a banca não trouxe qualquer proveito para a humanidade, até avançaríamos apontando retrocessos.

E no campo dos salários? 

Nos EUA, nos anos 1950, os principais executivos – CEO: Chief Executive Officer – recebiam em torno de 50 vezes o salário médio do país.

Vejamos, o que ocorreu, para os principais bancos internacionais, em 2013, comparado com seus lucros.

O banco que apresentou maior lucro foi o Banco da China (US$ 25,5 bilhões),  seu dirigente recebeu US$ 200 mil, 35 vezes o salário médio naquele país; mas muito longe da série que mostro, a seguir. Ao lado da remuneração do CEO, o número de vezes deste salário em relação ao salário médio do país onde atua.

Banco                              Lucro (US$ bilhão)        Remuneração do CEO em US$ milhão
Goldman Sachs                         8,0                                   19,9   (397 x)
Wells Fargo                              21,9                                   19,3   (385 x)
HSBC                                       16,3                                   12,6   (261 x)
Barclays                                      0,8                                    9,4   (246 x)
Deutsche                                    0,9                                   10,6   (241 x)
UBS                                            3,4                                   12,3   (149 x)
BNP Paribas                               6,4                                     4,6   (109 x)

Temos, portanto, bancos estadunidenses, ingleses, alemães, suíços e franceses com remunerações de seus executivos mais de duas vezes superiores a dos executivos estadunidenses de 1950.

O que significa esta riqueza para elementos da “tecnoestrutura supranacional”? Com a palavra Antonio Cattani:

“A primeira, de extrema gravidade, é a corrupção”.

 ADC trata da corrupção política, mas vou para a corrupção escravista.

Diversos estudiosos, historiadores, sociólogos, mostram, sem ressalva, a corrupção mental/comportamental do senhor de escravo, que, em não poucas vezes, como nos notáveis trabalhos da historiadora Sheila de Castro Faria, transcende a etnia.

Continuemos com Cattani. “O poder desses multimilionários faz com que se sintam acima dos outros cidadãos”.

Se já nos agride a soberba dos pés de chinelo nacionais, pois, entre os donos do mundo, nenhum brasileiro; entre seus agentes da tecnoestrutura, não mais do que uma dezena de brasileiros, podemos imaginar o desprezo que devotam aos golpistas de 2016 quaisquer destes “ricos, podres de ricos”.

Antes de prosseguir com os dados da banca, cabe uma nota sobre observação de Octavio Ianni: “Depois de alcançar certo dinamismo, em escala mundial, o capital industrial começa a influenciar, matizar, alterar ou mesmo destruir as formas de organização social e técnica das relações de produção que não se adequam, de alguma maneira, ao seu ritmo e sentido” (Aspectos da Formação Social Escravista, in J. R. do Amaral Lapa (org.), Modos de Produção e Realidade Brasileira, Vozes, Petrópolis, 1980).

Escrito em 1978, mesmo para os indiscutíveis talento e cultura de Ianni, não se suporia que o avanço do capitalismo tomasse um caminho de tão profundo  retrocesso civilizatório.
“Conduzir é estar na retidão” (Confúcio, Analectos, XII, 17)

Em novembro de 2011, em Cannes (França), reuniu-se o Grupo de 20 Países, conhecido como G20, para tratar das responsabilidades da crise financeira de 2008. Publicaram a lista de 29 bancos (refeita em 2012 para retirar o franco-belga Dexia, que faliu) que seriam “bancos sistêmicos”, “grandes demais para falir”, que “por seus portes, complexidade e interconexão” causariam enorme perturbação no sistema internacional e na economia mundial.

Este critério, já apresentava, desde o início falhas metodológicas e conceituais. Questões importantes como a exposição a derivativos e a concentração de mercados, ficavam fora das avaliações.

Os 28 bancos, por nacionalidade e nestas pelo valor no balanço, eram: oito dos EUA (JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup, Morgan Stanley, Goldman Sachs, Wells Fargo, Bank of New York Mellon e State Street), quatro do Reino Unido (HSBC, Barclays PLC, Royal Bank of Scotland e Standard Chartered), quatro da França (Crédit Agricole, BNP Parisbas, Société Générale e BPCE), três do Japão (Mitsubishi UFJ FG, Mizuho FG e Sumitomo Mitsui FG), dois da Suíça (UBS e Credit Suisse), dois da Espanha (Santander e BBVA), um da Alemanha (Deutsche Bank), um da Holanda (ING Bank), um da Suécia (Nordea), um da Itália (UniCredit Group) e um da China (Bank of China).

O clássico critério de avaliação dos bancos é a mobilização de recursos, sob a forma de depósitos (passivo), de um lado, e, de outro, da concessão de crédito (ativo), que equivale à criação de moeda. Mas, fora dos balanços e a razão das crises, encontram-se os derivativos. Vejamos para cinco bancos a relação de seu valor no balanço e seu compromisso com derivativos (dados de 2012)

Banco                               Valor no Balanço (US$ bilhões)        Derivativos (US$ bilhões)
JPMorgan Chase                      3.953                                                         69.500
Deutsche                                   2.638                                                        73.411
BNP Parisbas                            2.490                                                        63.773
Barclays                                    2.320                                                         63.245
UBS                                          1.344                                                         40.931

Além do extraordinário impacto nas condições da vida no planeta, que provoca tamanha concentração de recursos financeiros, e da exposição aos riscos em especulações, incentivada nas próprias remunerações dos executivos (CEO), há outra condição civilizatória atingida.

Não só Cattani, mas Jessé Souza (A Elite do Atraso, A Construção Social da Subcidadania, entre outros) e diversos argutos analistas das relações sociais no Brasil, ressaltam que a “ojeriza aos subalternos e diferentes se transforma em ódio explícito, levando à criminalização e à repressão dos seus representantes (MST, MTST, sindicatos e partidos de esquerda)” (ADC).

Confirmamos assim que a ação da banca, deste poder ditatorial, que esteve por trás do golpe e está dirigindo o governo golpista, é sumamente nefasto à civilização brasileira e ao próprio futuro de nosso País.

“Como será amanhã? Responda quem puder” (Simone, O Amanhã)

E o que podemos esperar, no futuro? 

Nova e devastadora crise empobrecendo todos os assalariados,  os pequenos empresários e mesmo modestos rentistas.

Vamos aos números. Vejamos três elementos econômicos: A – o Produto Interno Bruto Mundial (PIB); B – a Dívida Pública Mundial e C – os valores dos  derivativos bancários. Todos os dados em US$ bilhões.

ANO                (A) PIB           (B) DÍVIDA       (C) DERIVATIVOS
2003                  37,8                   23,6                   197,2
2005                  46,0                   26,4                   297,7
2007                  56,2                   30,0                   595,3
2009                  58,4                   37,5                   603,9
2011                  70,8                   46,3                   647,8
2013                  73,5                   51,8                   710,2

Esta tabela dispensaria qualquer análise; é evidente por si só. 

Mas devemos lembrar que as dez crises, provocadas pela banca desde 1987, tiveram o objetivo claro e nítido, também atingido, de transferir recursos e ganhos de atividades privadas e valores dos orçamentos públicos para a banca.

Veja que o PIB nem dobra nestes 10 anos, a Dívida, qual um monstro a assustar o povo para receber menores salários e nenhuma aposentadoria, pouco mais do que duplicou, mas o enorme risco da insolvência, gerado pelos papéis sem lastro, quase quadruplicou.

 Resumo, sobrará papel e faltarão ativos reais.

Observei os preços de algumas commodities energéticas/minerais neste século.

 Seu gráfico tinha a forma de uma pirâmide; em 2000/2001 apresentavam o menor valor da curva, atingiam o máximo no entorno da crise de 2008, e caiam logo após, embora mantendo preços superiores aos do início do século. 

Estão, na grande maioria – ouro, carvão, petróleo bruto, prata, em momento de alta.

 O barril do Brent, por exemplo, sai de US$ 25,64, em janeiro de 2001, vai a US$ 133,87, em julho de 2008, e está em ascendência em outubro de 2017, a US$ 57,62.

Estaria a tecnoestrutura da banca preparando outra crise, mais uma significativa transferência de renda para 2018?

 Precisamos aprofundar o conhecimento desta situação, mas já sabendo que a banca age contra todos nós.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

Os Reitores e a Petrobrás

Os Reitores e a Petrobrás
por José Augusto Ribeiro

Foi pelo blog do Nassif – não pela grande mídia dos jornais e da TVs - que tomei conhecimento do triste episódio da condução coercitiva do Reitor Jaime Arturo Rodrigues, da Vice-Reitora Sandra Goulart de Almeida e de outros professores da Universidade Federal de Minas Gerais. 

 Não é pela grande mídia, é  pelo blog do Nassif e por outros blogs – principalmente Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, e Leonardo Attuch, do 247 – que tomo conhecimento dos protestos contra essa brutalidade.

A  condução do Reitor da UFMG foi tão silenciada na grande mídia quanto as circunstâncias do suicídio do também Reitor Luís Carlos Cancellier, da Universidade de Santa Catarina. 

No caso de Cancellier, houve grande alarido quando  se contou e mostrou na TV o espetáculo  da verdadeira operação de guerra planejada e executada para desmontar o que apresentaram como um grande esquema criminoso e afinal não pariu nem um rato.

 Depois do suicídio, silêncio. 

No caso da UFMG, idem, silêncio desde o início.


No  caso de Cancellier,  a história toda foi contada pelos blogs, o que me levou a uma pecaminosa associação de ideias. 

Num capítulo da temporada de 2016 desta série televisiva chamada Lava Jato, o blogueiro Eduardo Guimarães foi submetido, a pretexto de que blogueiro não é jornalista,  a uma condução coercitiva destinada a obrigá-lo a revelar a fonte de uma informação publicada por ele – informação relacionada a outra condução  coercitiva, a de Lula no início daquele ano. 
Na história contada pelos blogs e omitida pela grande mídia, ficou claro que o Reitor foi vítima de uma delação mentirosa, um ato desprezível de vingança praticado por um corregedor e acolhido por uma delegada  e por uma juíza.

No caso da UFMG, não nos espantaremos se logo aparecer alguma delação  ou  alguma denúncia anônima, pois essa prática foi erigida em serviço patriótico, tem sido muito bem remunerada e substitui as investigações que comprovariam ou não as suspeitas de corrupção.

 Se lessem um pouco mais de história contemporânea e um pouco menos das revistinhas do Capitão América e do Homem Aranha, os cavaleiros dessa cruzada macartista saberiam que Stalin e Hitler montaram a eficácia de suas polícias políticas recorrendo à deduragem, até de filhos pequenos induzidos a espionar e denunciar os próprios pais.

A violência na UFMG foi seguida, dias depois, por outro episódio  que me parece exemplar da triste situação a que estamos submetidos,  com o  envenenamento até do ar que respiramos: 

a palestra do juiz Sérgio Moro na Petrobrás – e espero que Moro o desminta e que as notícias a respeito não sejam verdadeiras. 

Pelo que li, o juiz fez várias recomendações à Petrobrás – e, entre elas, que a empresa institua prêmios em dinheiro  a seus funcionários,  para estimular a denúncia de casos de corrupção.

Até aqui tínhamos pessoas investigadas ou já processadas que negociavam, em troca de delações premiadas, penas menores ou até nenhuma pena (caso dos Joesleys da JBS).

 Agora, a ser verdadeira a notícia, teremos funcionários da Petrobrás espionando e denunciando colegas em busca de sua mega-sena secreta. 

Já dá para imaginar o clima de suspicácia, desconfiança e medo em que passarão a trabalhar e viver os milhares de profissionais  de nível superior – sobretudo  engenheiros e geólogos – e de nível técnico que já levaram a Petrobrás ao Pré-Sal, mas  serão tratados como suspeitos e em alguns casos como investigados e ficarão sujeitos ao que acontecia na Alemanha de Hitler: se batiam à porta de sua casa de manhã cedo, não era o leiteiro, eram as SS.

A Petrobrás tem uma história que não se confunde com as revistinhas do Capitão América e do Homem Aranha.

 Um dos episódios marcantes dessa história figura em meu livro Getúlio Vargas, a Morte com um Sorriso, sobre a crise de agosto de 1954, que pretendo publicar assim que conseguir editora.

No auge da crise, Getúlio era atacado toda noite na televisão, às vezes horas a fio, por Carlos Lacerda, que pedia sua renúncia ou sua derrubada por um golpe militar. Lacerda se revezava nas duas únicas TVs existentes no Brasil, uma no Rio, ainda Capital da República, a outra em São Paulo, ambas de propriedade de Assis Chateaubriand, nosso Rei da Mídia na época.

Além desse monopólio da televisão, Chateaubriand era dono de jornais poderosos e rádios fortíssimas em todos os Estados e de uma revista semanal ilustrada, O Cruzeiro, com mais de 500 mil exemplares de circulação.  

O Brasil tinha na época pouco mais de 50 milhões de habitantes e hoje tem quatro vezes isso, mais de 200 milhões. Mantidas as proporções, O Cruzeiro venderia hoje 2 milhões de exemplares.  Todos esses veículos de Chateaubriand estavam mobilizados para derrubar Getúlio.

O subchefe do Gabinete Militar de Getúlio, General Mozart Dornelles,  conhecia Chateaubriand e ficara seu amigo na Revolução de 30, que Chateaubriand cobrira como jornalista (e até se incorporara ao trem que trazia Getúlio e o estado-maior da revolução de Porto Alegre para o Rio). Ferido pela fúria dos ataques de Carlos Lacerda, o General foi procurar Chateaubriand sem informar Getúlio.

A  pretexto, como sempre,  de denúncias de corrupção que os fatos desmentiram completamente, Lacerda ultrapassou todos os limites  na madrugada de 24 de agosto, quando se noticiou que Getúlio se afastaria do governo, licenciando-se, para o Vice Café Filho  assumir as investigações em andamento, embora enfiado até o pescoço no golpe contra o governo. 

 Eram ataques tão pessoais e desmedidos que Lacerda chegou ao ponto de dizer na Rádio Globo, entrevistado ao vivo nessa madrugada:
- Licença? Ele tem é que apodrecer na prisão!

O General Mozart  esteve com Chateaubriand bem antes disso e perguntou por que aquela campanha. Chateaubriand não fez cerimônia e respondeu, sem a menor preocupação com o que no futuro a história poderia revelar desse encontro:

- Mozart, eu adoro o Presidente... É só ele desistir da Petrobrás que eu tiro as televisões do Lacerda e entrego a quem o Presidente quiser para fazer a defesa do governo.

O General voltou para o Palácio do Catete, sede da Presidência no Rio,  encontrou o Ministro da Justiça Tancredo Neves, seu cunhado, contou o que ouvira de Chateaubriand e pediu a opinião de Tancredo: deveria ou não contar a Getúlio sobre a proposta de Chateaubriand?

- Acho que você deve contar, sim. O Presidente deve ser informado disso. Mas você sabe, Mozart, como eu sei, que o Presidente morre mas não desiste da Petrobrás.

Dias depois, Getúlio estava morto – e, morrendo como morreu, garantiu que a Petrobrás vivesse, ameaçada muitas vezes, mas sempre resgatada pela força do sentimento popular e pela resistência de seu corpo técnico.

Espero que a sugestão atribuída ao juiz Moro pela grande mídia, não pelos blogs, seja desmentida ou descartada e não tentem levá-la também às universidades. 

Se ideias como essa viralizarem, logo os orçamentos públicos terão de ser corrigidos para destinar mais recursos à construção de presídios.

 O Brasil, já o terceiro país que mais prende no mundo, disputará o segundo e quem sabe o primeiro lugar nessa corrida. 

E um novo slogan eleitoral poderá ser oferecido pelos marqueteiros a candidatos emergentes desse arrastão inquisitorial: 

“Mais prisões, menos escolas!”   
                                                  José Augusto Ribeiro

Sunday, December 10, 2017

PATRIOTISMO E NACIONALISMO - 2017

REFERÊNCIA AO GENERAL MOURÃO


    ESTE Sr GENERAL MOURÃO É PATRIOTA E NACIONALISTA, MAS AINDA É DEMOCRATA. VAMOS DEMOSTRAR POR PERSUASÃO E CONHECIMENTO CIENTÍFICO, COMO FEZ BENJAMIN CONSTANT, PARA O MARECHAL DEODORO DA FONSECA - 1889; QUE NOSSA ATUAL SAÍDA É PELA SOCIETOCRACIA REPUBLICANA. MAS NÃO PODEMOS DEIXAR APARECER UMA FORÇA EXTERNA PARA PERTURBAR NOSSA CHANCE DE MUDANÇA DE REGIME POLÍTICO; COMO FOI COM RUI BARBOSA  QUE DESTRUIU A NOSSA PROCLAMAÇÃO  DA REPÚBLICA SOCIOCRÁTICA - liderada por BENJAMIN CONSTANT, QUE REDUNDOU NESTA BADERNA, DESTA ATUAL REPÚBLICA DEMOCRÁTICA.
MAS NÃO PODEMOS REPETIR O QUE OCORREU EM 1964.
"NÃO ADIANTA TROCAR OS PORCOS(Maioria dos Políticos) SE O CHIQUEIRO(Regime Político) PERMANECER O MESMO"


VEJAM E LEIAM COM ATENÇÃO:



AGORA VAMOS DEIXAR O RUSSIA INSTALAR UMA BASE EM NATAL OU NO RIO GRANDE DO SUL; E A CHINA EM FOZ DE IGUAÇU, OBJETIVANDO TORNAR A AMÉRICA LATINA COM UM EQUILÍBRIO DE FORÇAS MILITARES, PARA MANTER UM "CAPITALISMO POLICIADO - GLOBALIZADO". POIS NÓS NÃO TEMOS UM EXÉRCITO COM OGIVAS NUCLEARES, PARA GARANTIR NOSSA SOBERANIA NACIONAL; E LIQUIDAR OS "QUINTAS COLUNAS" QUE ESTÃO INFILTRADOS NO EXÉRCITO DE DUQUE DE CAXIAS. VIVA O GENERAL MOURÃO! - COM RESTRIÇÕES - http://societocratic-political-regime.blogspot.com.br/2017/09/intervencao-ja-set-2017-com-comentarios.html


VEJAM O QUE OS SIONISTAS PODEM CAUSAR - The Fallout From Trump's Jerusalem Shift
Aqui está o que pode dar errado depois da decisão do Presidente Trump de reconhecer formalmente Jerusalém como a capital de Israel.
https://www.facebook.com/nytimes/videos/vb.5281959998/1951173165100196/?type=2&theater

VAMOS SALVAR O BRASIL DA MÃO  DE TODOS OS APÁTRIDAS CIVÍS E MILITARES

SEM MAIS PARA O MOMENTO, DESEJO-LHES,

SAUDE, COM RESPEITO E FRATRENIDADE


Thursday, November 30, 2017

HAVERÁ UMA CLASSE MÉDIA OU SÓ RESTARÁ UMA LETRA

     O grande pensador e sociólogo Jessé Souza, em “A Elite do Atraso” (Leya, SP, 2017), antecipa estudo, que está em curso, e nos apresenta, ao lado da descrição da classe média, as suas frações. Transcrevo:


“Classe média é uma classe intermediária entre a elite do dinheiro, de quem é uma espécie de capataz moderno, e as classes populares a quem explora, ela tem que se autolegitimar tanto para cima quanto para baixo”. “Os quatro nichos ou frações de classe ....... denominamos fração protofascista, fração liberal, fração expressivista, que costumo apelidar de “classe média de Oslo”, e a menor fração de todas, a fração crítica”.

Como é óbvio, se há uma classe média, supõe-se uma classe alta e outra baixa. Se isto ocorreu, com razoável clareza na evolução da sociedade capitalista, o estágio atual do capitalismo – o financismo – provoca algumas novas considerações.

No capitalismo mercantil e no industrial, que conhecemos do século XVII a meados do XX, era fácil perceber o interesse da classe alta, a posição de capatazia, benevolentemente denomino gerenciamento, da classe média e da trabalhadora classe baixa. Cada uma com seus desejos, recursos e interesse em progredir.

Creio que em Norbert Elias li ser a moralidade o que distinguia a burguesia da aristocracia francesa, esta dominada pela devassidão, mas com intelectuais ainda hoje celebrados. Ali se fazia uma questão de definir modos e estilos de vida. Também em Elias se apresenta o confronto da classe média com a aristocracia prussiana, mas lá pelo conhecimento. Daí não haver um Saint-Simon ou um Chateaubriand naquela aristocracia germânica.

Mas neste colonizado Brasil, a classe média se forma sob a proteção do Estado, ou com o Estado, que é, no geral e com poucas exceções, o grande gerenciador dos interesses do estrangeiro e seus representantes nativos.

É preciso ter claro que, aqui e em muitos outros países, o Estado é o protetor e fornecedor de recursos para a classe alta, para os verdadeiros ricos e não para os assalariados.

Em artigos anteriores, procurei demonstrar que os golpes tinham, entre seus diversos interesses, o de evitar a industrialização brasileira. Recorde o de 1945, de 1954, de 1964 e, agora, da Lava Jato. O próprio golpe dentro do golpe, que sofreu Ernesto Geisel, levou o “neoliberal”” Figueiredo ao poder.

Mas a situação mudou. Leiamos a reflexão de Ruben Naveira:

“Ocorre que a classe média não se vê como classe dominada. Primeiro, porque ela almeja ascender à classe dominante (como se o poder no Brasil não fosse regido pela lei maior da concentração), e ademais porque ela sempre se prestou a instrumento da classe dominante para a dominação mais ostensiva das classes desfavorecidas. Ela, dominadora dos que lhe estão abaixo, pode não se ver como dominada pelos que lhe estão acima, mas é”. (Ruben Bauer Naveira, A Elite Brasileira Suicida-se, em GGN Jornal de todos os jornais, 07/02/2017).

Desde 1990, o capitalismo financeiro, que abrevio “banca”, domina o capitalismo.

Adrian Salbuchi, escritor argentino, no notável “El Cerebro del Mundo” (Editorial Solar, Bogotá, 2004), afirma que a banca é o Poder, e para exercê-lo e manter-se construiu uma “tecnoestrutura supranacional”.

Esta tecnoestrutura é composta de unidades financeiras, educacionais, de comunicação, de associações de classe (civis e militares) e de pesquisa, que permitem à banca agir, sempre, com precisão e oportunidade, em qualquer parte do mundo. Como se infere sem dificuldade, estas unidades são a nova capatazia. Agora globalizada.

Os exemplos são numerosos: a crise grega, as demandas financeiras de bancos alemães, a guerra na Síria, a guerra civil na Ucrânia, os golpes pró e contra muçulmanos no Egito e, também, algumas derrotas como a eleição de Trump e o Brexit.

Agora, caro leitor, o que teria a classe média, fora da produção de petróleo a grandes profundidades, tecnologia própria da Petrobrás, a oferecer à banca. Pois os controles e aproveitamento dos recursos naturais, biológicos, minerais já são realizados por empresas estrangeiras, e há muito tempo. A classe média só tem a oferecer a repressão policial. E esta não é cara; qualquer grupo mercenário pode ser usado.

Portanto, a classe média brasileira tornou-se descartável. Principalmente nas frações menos agressivas. E a invasão/provocação, sem qualquer receio ou pudor, com que os Temer, de todos os poderes (sic) da República, diariamente agridem a classe média, que os colocou lá, é resultado da inexpressividade de quem se posicionou do lado contrário a seus próprios interesses.

Veja, portanto, que a situação mudou, e a classe média, escravagista e obtusa, não percebeu.

Há duas ações que caracterizam a banca; uma delas é a permanente concentração de renda. Como alertou Ruben Naveira, como passar para outra classe se as “vagas” de lá decrescem.

Venho, desde os anos 1970, acompanhando empresas internacionais, parte pela necessidade profissional e parte pela curiosidade em conferir fatos com ideias. Quando do empoderamento da banca, pelas medidas adotadas por Margaret Thatcher/Ronald Reagan, cerca de 90 famílias controlavam perto de um terço dos fluxos monetários internacionais. Hoje menos de 50 respondem por quase a metade destes fluxos.

Não se trata de saber quem é rico ou muito rico. Mas, aos poucos, estes trilionários serão tão poucos que tornam inevitável uma catástrofe universal. Caso contrário eles serão derrotados pela pressão demográfica. E haveria então espaço para esta estulta classe média brasileira?

Convivo com esta classe. Assombra-me a ignorância de fatos e compreensão dos eventos mais evidentes. Os pobres, com quem também convivo, tem mais discernimento, ou sabem melhor o que lhes convém.

Também a classe média empresária parece não entender que o outro objetivo da banca é se apossar de todos os ganhos, de todos os setores econômicos, de todas as áreas de negócio. E isto, de início, significa mais trabalho e menos ganho, até só trabalho e o ganho de assalariado.

Fico portanto um tanto perplexo e um tanto no desalento de quem não vê uma saída capaz de articular o interesse nacional com a enorme maioria da classe média. E sem ela, os pobres também, pelos séculos de escravidão, quer pela etnia quer pela remuneração, ficam desnorteados, sem lideranças.

A preocupação do ensino no Brasil foi, quase unicamente, adestradora. 

Formar braços mais capacitados para o trabalho, nunca mentes mais capazes de pensar. 

E surge, como um bônus golpista, a escola sem partidos, ou seja, a escola do partido único, da doutrinação colonial, da ausência de crítica.

Se temos três classes, vamos reduzindo a uma, a mais pobre.

 A rica que não passar a superrica será engolida na concentração, a média, desnecessária, terá a remuneração da pobre. E está será reduzida pela contingência demográfica.

Para que Brasil?

 Países que chamávamos Líbia, Iraque, Ucrânia, Afeganistão já são colônias de empresas estrangeiras, cada uma com seu território, explorando um recurso finito, e com suas milícias para defendê-la. 

Aos poucos, insuflados pela banca, podem surgir movimentos independentistas, regionalistas e começarão a estilhaçar o Brasil.

 E as Forças Armadas, majoritariamente, poderia dizer integralmente, formadas pela classe média estarão discutindo corrupção, esquerdismos, comunismos e outras ideias divulgadas pela mídia da banca, sempre onipresente.

Será mais do que o suicídio de uma classe, será o suicídio de uma nação.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador pedroapinho652@gmail.com

Monday, November 13, 2017

ALIANÇAS, TRAIÇÕES E INTERESSES DE CLASSE

  Pedro Augusto Pinho - pedroapinho652@gmail.com  

         Recente artigo do pensador, político e jurista Tarso Genro, publicado no jornal Brasil 247, “Névoa na memória: Montalban e a estratégia petista”, trouxe-me duas sensações:

   A primeira de tristeza, por se ter perdida, durante os governos de Lula e Dilma, uma dúzia de oportunidades de elevar o debate no Supremo Tribunal Federal (STF) com a presença de Tarso Genro.

   A segunda da urgência de se discutir, há um ano das eleições, o significado das alianças.

  Para esta segunda, tentarei, sem o brilho e a profundidade do Tarso Genro, discorrer, pedindo a compreensão do meu prezado leitor para breve resumo histórico.

    A unificação alemã, em 1871, representou um novo período de tensões na Europa. 

   Recordemos que o Congresso de Viena, em 1815, deixara a Inglaterra praticamente sem concorrentes na colonização da África e da Ásia. Historiadores apontam a inteligência britânica em evitar o surgimento de um rival no continente europeu. A fragmentada Alemanha – a Confederação era formada por 39 estados independentes – passou boa parte daqueles anos em lutas pela liderança germânica, ao fim conquistada pela Prússia, ao coroar Guilherme I, Imperador.

Duas citações mostram, a meu ver, as diferenças internas na formação do Império Alemão. Alberto Malet e J. Isaac, em “Los Tiempos Modernos” (Editoral Iztaccihuatl, México, 1959), afirmam ser a Prússia “uma ideia, realizada por uma família, os Hohenzollern, e um exército”. 

Já a Áustria, que disputava a liderança germânica, era “um verdadeiro congresso de principados e de reinos”.

Mas não nos iludamos com esta “democracia” austríaca. 

Em estudo sobre os Habsburgo, que por mais de um século dirigiram a Áustria, o historiador e político inglês Alan Sked (Declínio e Queda do Império Habsburgo, Edições 70, Lisboa, 2008) atribui ao estadista austríaco, Príncipe Metternich, a frase: “tudo pelo povo, nada através do povo". Confirmando a descrição do viajante Peter Turnbull, em 1840: “provavelmente não há região da Europa que mais abunde doações caridosas do que nas abastadas províncias do Império Austríaco” (Austria, vol. 2, Forgotten Books, 2008, versão digital).

Um tanto atrasada na disputa colonial e com grandes demandas internas, a Alemanha busca as compensações com a I Grande Guerra. Sua derrota em 1918, um ano após o Império Russo se transformar em República Socialista, só aguça os problemas. O pós guerra vê surgir partidos, associações, grupos com múltiplas tendências e soluções para a enorme crise: crise política, crise econômica,  crise social e também crise militar.

Este fértil período, entre 1918 e 1923, denominado Revolução Alemã, servirá para os exemplos de nossa reflexão. Não só pelas forças políticas e econômicas, mas pelas motivações que ainda permanecem, além da trágica resultante: a ascensão e a vitória do nazismo. 

Ressalto que a história é sempre única. Mas alianças, traições e interesses de classes são humanos.

Em ótimo trabalho sobre “A Revolução Alemã” (Unesp, SP, 2017), a professora Isabel Loureiro enumera os partidos e tendências que serão os protagonistas, a partir de 1918. Resumo:
à direita, o Partido Nacional Popular Alemão (DNVP), principal partido após 1919, com monarquistas, grandes proprietários de terra, industriais, oficiais e parte da classe média, sobretudo no leste alemão.
ao centro-direita, o Partido Nacional Liberal, liderado por Gustav Stresemann, que será substituído, em 1919, parcialmente pelo Partido Popular Alemão (DPV), com Stresemann e Thyssen, representando os interesses do grande capital;
ao centro, o Zentrum (Centro), partido católico, que será dividido, em 1919, noZentrum, fração democrática, liderada por Erzberger e Joseph Wirth, dominada pela ala da direita; e o Partido Popular Bávaro (BVP), denominação local que exprime, principalmente, os interesses dos operários e pequenos camponeses católicos.

Também no centro, o Partido do Progresso Alemão, que acolhia a ala esquerda dos liberais, liderados por von Payer e Haussmann. Uma ala do Partido Nacional Liberal(centro-direita) e o Partido do Progresso Alemão formarão, em 1919, o Partido Democrata Alemão (DDP), representando a burguesia liberal e a pequena burguesia. Neste estará o irmão de Max Weber, Alfred Weber.

à esquerdaPartido Social Democrata Alemão (SPD), que será majoritário e irá  se inclinando para direita e terminará por apoiar até os monarquistas. Poderia dizer que é um partido burocrata conservador. Seus líderes mais importantes são Friedrich Ebert, Philipp Scheidemann e Hermann Müller. O Partido Social Democrata Alemão Independente ((USPD), com duas alas: da direita com Dittmann, Kautsky e Bernstein, e da esquerda com Ledebour e Kurt Eisner (este importante líder bávaro).

Liga Spartakus que pertencerá até dezembro de 1918 ao USPD, quando formará oPartido Comunista Alemão (KPD). Muitos de seus líderes são conhecidas personalidades históricas, como Rosa Luxemburg, Karl Liebknecht, Clara Zetkin e Paul Levi. E os Delegados Revolucionários (RO), nascidos nas fábricas de Berlim, nos anos da guerra, liderados por Richard Müller.

Elemento importante nas lutas políticas, que se transformaram em conflitos armados na Revolução Alemã, são os Conselhos, que Hannah Arendt chamará “tesouro perdido”.

 Havia Conselhos de Operários, de Soldados, formados regionalmente e nacionalmente.

A experiência de Conselhos, como instrumento de administração democrática, foi tentada, mas não aprofundada, nos governos petistas – Sistema Nacional de Participação (SNPS) – até o Decreto nº 8.243, de 23/05/2014 (Política Nacional de Participação Social (PNPS), ser detonado no Congresso, com o relatório de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Também na Alemanha a discussão teve idêntica argumentação: os Conselhos enfraqueciam a representação parlamentar. Este foi também um argumento que levou o SPD caminhar para direita. Mas, efetivamente, o que se observou foi a política de dar corda para a ação popular, acreditando na pouca experiência administrativa, na gravidade da situação econômica, e no capital minando qualquer solução ou benefício para a maioria.

Isabel Loureiro apresenta um caso que qualifico exemplar e é seguido por grande número destes agentes do terror e da fome. Transcrevo, resumindo:

“Hugo Stinnes, industrial poderoso referia-se à arma da inflação, que sabia manejar com destreza em proveito próprio. Ele e outros grandes industriais tinham fácil acesso ao crédito bancário. Com isso compravam empresas menores sem acesso ao mesmo crédito.

 Durante a guerra, o império Stinnes abarcou minas de carvão, fábricas de aço, indústrias elétricas, fábricas de papel, jornais, editoras, estaleiros, hotéis e fazendas. 

Especulando com o marco comprou 572 empresas.

Realizava seus ganhos em moedas estrangeiras e pagava com os desvalorizados marcos.

 Quando Joseph Wirth, chanceler, pediu sua colaboração, ele propôs a privatização das ferrovias e vantagens fiscais”.

Dispensado qualquer comentário, chamo apenas a atenção para a compra de jornais.

Em algumas oportunidades, as esquerdas conseguiram maioria e puderam governar. 

Foram sabotadas pelos Stinnes e pela direita, que tinha boa parte da imprensa a seu lado. 

Quando a direita sofre a segunda derrota em Munique, o governo de Johannes Hoffmann resolve chamar os Freikorps (grupos paramilitares) de Gustav Noske (Ministro da Defesa) que entram assassinando, aniquilando a República dos Conselhos. 

Não é surpresa que entre estes “corpos francos” se encontrem Rudolf Hess, Ernst Röhm (Estado Maior das SA), Heinrich Himmler, que faziam assim seu treinamento para 1933.

Vemos, nesta experiência multipartidária alemã, com partidos que transitam da esquerda para direita (o que não nos assombra neste tempo golpista), que as alianças são instáveis.

No Partido Comunista Alemão, após o II Congresso da Internacional Comunista, houve radical mudança de posição, passando do apoio aos “métodos legais da democracia parlamentar”, pregados pelo SDP, à “hora decisiva” em que a classe operária combaterá “de armas na mão”.

Também a democracia parlamentar – já criticada por K.M. Panikkar, nas conferências de 1958, na École des Hautes Études (Problèmes des États Nouveaux, Calmann-Lévy, Paris, 1959), “este sistema não penetrou no povo, nem nos próprios dirigentes”, como na introdução de “A Revolução Alemã”, “a democracia parlamentar, hoje mais que nunca apenas uma máscara para a acumulação do capital” – é o modelo que temos para alianças ou fixação de posições diferenciadas.

Curioso que no livro atribuído a Adolf Hitler – Minha Luta – haja um subtítulo (II Parte, Capítulo VIII) “O forte é mais forte sozinho”, onde se lê sobre alianças: “Toda realização importante será geralmente a satisfação de um desejo alimentado, de há muito, secretamente, por milhões de entes humanos” e adiante, no mesmo capítulo, “a fundação do Reich alemão resultou de uma luta pela hegemonia, sendo a Prússia que saiu vitoriosa”. “Quem acreditaria, há duzentos anos, que a Prússia dos Hohenzollern seria a célula mater do novo reino?” “Quem poderia imaginar um Reich alemão implantado sobre as bases de uma dinastia corrompida?”

Vemo-nos, portanto, diante de uma decisão mais complexa do que um simples acordo eleitoreiro.

Uma aliança deve se firmar sobre princípios e projetos que as partes tenham idêntica vontade de ver triunfar.

Seria possível ver a crise política como uma crise de representatividade e propugnar pela formação, valorização e aprofundamento dos Conselhos? 

Aqueles rejeitados por Eduardo Cunha?

 Ver a crise econômica como uma consequência do modelo concentrador do capitalismo financeiro e propor a efetiva interferência do Estado na fixação de câmbios e juros, diferenciados conforme os objetivos e o interesse social? 

Ou aceitar um Estado Mínimo, vestibular para o Nenhum Estado?

Ou então não teremos alianças, mas uma pré estreia de outro golpe.

 Mais um oportunismo, desacreditando a política aos olhos do povo, com as graves consequências que podemos antever.

Não estou investido de autoridade para me responsabilizar pelos resultados, isto me inibe de apontar caminhos ou dar soluções, mas imagino que as lideranças partidárias, os candidatos devam considerar as consequências de seus atos para o próprio futuro da atividade política.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

ACORDA BRASIL! AINDA NÃO ESTAMOS MORTOS, VAMOS PARA GUERRA PARA TERMOS PAZ!

         Hoje o Brasil acorda mais triste, o Presidente Satanista, pilantra, canalha, aprovou na calada da noite a escravização do trabalhador brasileiro.

 Todos nós brasileiros acabamos de perder todos os direitos duramente conseguidos durante décadas de luta, e foi preciso somente uma canetada de um presidente corrupto, bandido marginal para que isso acontecesse, fomos traídos e esfaqueados enquanto dormíamos;  fomos traídos por um presidente que nem foi eleito, e que só tinha permissão de fazer a transição até a próxima eleição, mas também fomos traídos pelos políticos que colocamos lá na Câmara dos Deputados, a chamada CASA DO POVO. 

Esse é o começo do fim de um povo apático, de um povo que assiste a tudo sem reagir, de um povo pacato ao extremo que aceita ser chicoteado por quem deveria trabalhar pelo povo, esse é um povo desunido, enfim, esse é um pobre povo, nós somos o povo brasileiro, os mais novos escravos do mundo, escravizados por um canalha podre conhecido pelo nome de MICHEL TEMER. 

Como já diziam nossos antepassados " SE QUERES PAZ TE PREPARA PARA A GUERRA, SE NÃO QUERES NADA, ENTÃO DESCANSE EM PAZ". 

SE VOCÊ É UMA TRABALHADORA OU UM TRABALHADOR COMPARTILHE SEM PARAR, QUEM SABE O POVO ACORDA, AINDA RESTA ESTA ESPERANÇA DE IRMOS PARA GUERRA! 

COMPARTILHEM PELO FUTURO DE NOSSOS FILHOS  E NETOS. 

COMPARTILHEM.

*Deputado Federal*:
- Salário: R$ 26.700,00
- Verba Gabinete: R$ 94.300,00
- Auxílio Paletó: R$ 53.400,00
- Combustível: R$ 5.000,00
- Auxílio Moradia: R$ 22.000,00
- Passagens Aéreas: R$ 59.000
- Auxílio Saúde: R$ ilimitado
- Auxílio Educação: R$ 12.100,00
- Auxílio Aliment.: R$ 16.400,00
- Auxílio Cultural: R$ 13.400,00
- Auxílio Dentista: R$ ilimitado
- Auxílio Farmácia: R$ ilimitado

Portanto, senhores e senhoras brasileiros, este é o custo Brasil que vocês nos proporcionam

E o Salário Mínimo do trabalhador  é de R$ 937,00 para sustentar a família.

Será que o problema do Brasil são os aposentados?

Publique!!!😡

Se você repassar para somente 2 amigos nas primeiras horas, em 28 horas toda a população brasileira de aposentados vai tomar conhecimento deste ABSURDO.

AUTOR DESCONHECIDO RECEBI VIA PhIFONE

Sunday, November 12, 2017

A MORAL POSITIVA DOS MILITARES E A SOBERANIA NACIONAL!


Não há condições de se pensar que todos os militares possuem  formação plena  do comportamento Moral POSITIVO. Como a promoção a partir de um determinada patente não é mais por Mérito (Capacidade, Competência, Altruísmo) e sim por fatores políticos internos  e externos, SURGINDO as seleções  por amizade e muitas vezes por conchavo. 

Para melhorar este tipo de problema devemos introduzir a ideia de Exército Cidadão -   http://societocratic-political-regime.blogspot.com.br/2016/12/exercito-cidadao.html . Ideia criada pelo General Benjamin Constant, Patrono da República Sociocrática Brasileira, QUE NÃO É LEMBRADA COM LOVOR NO DIA 15 DE NOVEMBRO, COMO É 7 DE SETEMBRO, COM SUAS PARADAS EM COMEMORAÇÃO MONARQUISTA, LEMBRANDO DUQUE DE CAXIAS PATRONO MONÁRQUICO E OLIGARQUICO DO EXÉRCITO BRASILEIRO.

VAMOS COMEMORAR A REPÚBLICA SOCIOCRÁTICA, QUE FOI DETURPADA POR RUI BARBOSA, ADVOGADO DOS RICOS E MILIONÁRIOS, QUE REDIGIU  A CONSTITUIÇÃO DEMOCRÁTICA – 1891, DO CAOS REINANTE, DESTRUINDO A REVOLUÇÃO REPUBLICANA SOCIOCRÁTICA, COMANDADA POR DEODORO DA FONSECA EM 1889, COM APOIO CULTURAL DE BENJAMIN CONSTANT . http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2014/04/republica-sofrida.html 

Eles também são humanos e por isso alguns graduados são amorais, corruptos e sem noção de Rés-publica.
(**) Não podemos por a culpa no Capitalismo promotor da corrupção. Nós temos que ter um Capitalismo Policiado pelo Estado ( Banco Central Não Privatizado) com Penalidades elevadíssimas para os Corruptos e os Corruptores -  O Comunismo é um Capitalismo do Estado, tudo é abafado como ocorreu na Ditadura Militar.Vide como Funciona em Singapura: http://sccbesme-humanidade.blogspot.com.br/2012/06/acoes-contra-corrupcao.html
Então propomos: Intervenção já! Os Militares são necessários, vide a forma  de suas participações, DESDE QUE ELES ACEITEM.