Wednesday, April 11, 2018

A IMENSIDÃO DO CRIME



------- Mensagem encaminhada -------
De: Pedro Augusto Pinho <pedroaugustopinho@hotmail.com>
Para: 
Assunto: A Imensidão do Crime
Data: 11/04/2018 13h36min22s UTC

A IMENSIDÃO DO CRIME
São quatro artigos, unidos pelo mesmo tema: o desconhecimento, pelas narrativas e pela ótica ideológica colonizada, dos crimes contra o Brasil e o povo brasileiro.
Pretendo simplesmente levantar um pouco o véu da fantasia, afastar, se possível, as nuvens da hipocrisia e descerrar a cortina dessa ditadura que nos humilha e empobrece.
  
A IMENSIDÃO DO CRIME I

Tão cegos ficam parcelas da classe média, militares, até alguns doutrinados despossuídos, num irracional ódio ao Lula – até o chamam do maior corrupto do Brasil, esquecidos de Maluf, Amaury Kruel (USD 1,2 milhão nas maletas da FIESPata), Aécio Neves, Capitão Guimarães, José Serra (que Paulo Henrique Amorim diz ser o homem mais rico do Brasil), Delfim Netto (Monsieur 10%), Andreazza, Fernando Henrique Cardoso (vendedor do Brasil), Leon Peres, as célebres comissões da General Electric (denunciadas no CADE em 1976, envolvendo o irmão do Presidente Costa e Silva), para não citar estes atuais Temer, Geddel, Moreira Franco (de ontem e de hoje), e a turma “com o Supremo e tudo” do Jucá – que não conseguem distinguir a verdade da fantasia, os dados da realidade das manipulações estatísticas à Roberto Barroso e, principalmente, este incomensurável prejuízo que os golpistas de 2016 estão causando ao Brasil de hoje e nas esperanças de nossos filhos e netos. E notem, a quase totalidade dos processos, quando abertos, envolvendo os “homens bons”, os governantes e poderosos da época sempre ficaram engavetadas, todos impunes.

Vou tratar de um primeiro de dois crimes, de grande relevância para o País e para sociedade, que não foi objeto de um único pronunciamento militar, um só  artigo ou declaração dos Clubes Militares ou de seus associados na reserva, tão prolíficos quando se trata de pedir, a qualquer preço, a cabeça do Lula.

Pode parecer que sou um fanático lulista. Nada mais errado. Nem fui eleitor dele em 2002. Mas passei a reconhecer a transformação social que fez no Brasil e, ainda que tenha muitas ressalvas a sua ação, não vejo hoje, salvo o grande Senador Roberto Requião, quem possa, com maior condição, conduzir o País às trilhas da soberania, do desenvolvimento nacional e da justiça social e à paz.

Este bem, que está sendo roubado do Brasil, já identificado como o petróleo do século XXI, é a água. Os recursos hídricos são hoje objeto das mesma pressões, das mesmas guerras coloniais que as especiarias foram nos séculos XVI e XVII e o petróleo no século XX.

No Monitor Mercantil (MM), em 5 de abril de 2018, na primeira página, está a notícia: “Mercado” prepara a privatização da água. É para qualquer cidadão de bem, qualquer brasileiro com um mínimo de patriotismo, para quem não for um obtuso crônico, ficar revoltado e procurar se manifestar e buscar informações que ajudem a obstar tal imensidão criminosa. Parece até que esperaram a não concessão do habeas corpus do Lula para desfecharem, estas forças do mal, o maior ataque.

O caro leitor pode imaginar quem esteja, no Brasil, conduzindo a alienação nacional deste recurso finito e não reproduzível? Um tucano é óbvio! E não qualquer um, mas o ex-presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, com o Projeto de Lei 495/2017. E de quanto será a rapina proposta por este senador? Um triplex mambembe, dois, cem mil? Ou os diversos apartamentos luxuosos e muito bem localizados do seu lider FHC? Ora meus caros, muito mais do que isto: é a própria vida das pessoas, a vida de seus compatriotas, de seus descendentes que está sendo vendida. Isto não é a mais ignominiosa corrupção?
Transcrevo, da declaração do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Espírito Santo, na crítica à PLS 495/2017: na prática isto significa que quem tem dinheiro compra e usa água. Quem não tem, vai passar dificuldade.

Na consulta popular do Senado, nos informa o MM, 65.657 votos foram contrários à proposta tucana e 585 a favor. Mas isto não é importante. O grande eleitor, o senhor Henrique Braun, presidente da subsidiária brasileira da Coca-Cola, já declarou que “precisa acelerar uma agenda para garantir a segurança hídrica”, obviamente para produção da Coca-Cola e da água que também está nos seus faturamentos. Nesta compra de parlamentares, magistrados e, como é evidente, o “vamos manter tudo isso”, também estão na fila os executivos da Nestlé e outras empresas, como se vê adiante.

Transcrevo do professor, doutor Flávio José Rocha da Silva, no artigo “A água brasileira corre para as multinacionais” (disponível na internet):

“Hoje o Brasil já tem 17 milhões de pessoas atendidas na distribuição de suas águas por uma multinacional canadense em 12 estados brasileiros. Ela comprou esta “fatia do mercado” da Odebrecht Ambiental. Parece pouco, mas o valor da transação foi de quase 3 bilhões de reais. Não é um mercado para qualquer um, como se vê.

O Ouro Branco, como é chamada a água em contraposição ao título de Ouro Negro dado ao petróleo, é um bom negócio, mas não para as populações carentes. Em um pequeno livrinho chamado O Manifesto da Água (2002), de autoria Riccardo Petrella e em outro livro publicado pela canadense Maude Barlow intitulado O Convênio Azul: a crise global da água e a batalha futura pelo direito a água (2009), as consequências negativas para as comunidades e positivas para as empresas estão descritas com vários exemplos ao redor do planeta. 

São Paulo conhece bem as negativas quando sofreu um choque com o racionamento provocado pela ideia do lucro primeiro, população depois. É que 49,7% da Sabesp pertencem a empresas privadas. Vários analistas da questão hídrica culparam a empresa por não ter investido na melhoria da infraestrutura por anos, uma das causas do problema. Teoricamente o governo paulista tem maioria de 0,3 para a tomada de decisões. Mas nós todos sabemos como falham as teorias…”

Como se vê, caro leitor, a campanha contra o Lula é um artifício que os interesses financeiros estrangeiros lançam para que você não veja onde está sendo roubado e quem é o verdadeiro corruptor.

Tenho poucas esperanças.

A Globo martela diariamente, nas novelas, nos programas de auditório, nos “especialistas escolhidos a dedo”, para nem falar das deturpações dos noticiários que estes crimes imensos não existem, que são fruto de uma “teoria conspiratória”, que o excelente jornalista Carlos Alberto Almeida contrapõe com a demonstrada “prática conspiratória”, que é a própria corrupção, e que a PLS 495/2017, um exemplo entre milhares de outros como a entrega do pré-sal, mostra que dá certo. Mas a maioria das classes médias, alta ou baixa, que não dispensa a televisão, passa a concordar e, pior, a divulgar estas mentiras e agir contra seu próprio País.

Triste Brasil governado pela mídia subserviente aos interesses estrangeiros.

O outro crime, o controle da energia, será objeto de reflexões em outro artigo.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 


A IMENSIDÃO DO CRIME II

Estamos tratando dos verdadeiros e grandes crimes cometidos contra o Brasil, onde a corrupção não é aquela que a Globo e seus satélites, na comunicação comercial para a população nacional, tentam convencer que um operário e não os grandes proprietários, usufruindo – pela escravidão, fraude e vantagens indevidas – de nossas riquezas e trabalho, retiram há mais de 500 anos dos brasileiros.

Na primeira parte tratei da água. Vou tratar agora da energia.

Começo transcrevendo do site educação, do globo.com o significado da energia:

“Os recursos energéticos são o foco dos interesses estatais, gerando disputas geopolíticas desde a primeira Revolução Industrial. Na segunda metade do século XX, com a expansão do meio urbano-industrial, principalmente, na América Latina e Sudeste Asiático e, consequentemente, o crescimento populacional, houve o aumento exponencial da demanda energética. Nos últimos anos, a questão energética traz novas discussões: agências internacionais, estados e a sociedade, geram debate sobre consumo, recursos naturais, mudanças climáticas e, principalmente, a segurança energética dos países mais ricos”.

Faltou dizer quem são os proprietários dos recursos energéticos. Se você lê que o empresário fulano ou a empresa tal ou qual adquiriram uma distribuidora de energia, uma parcela de um campo de petróleo ou qualquer outra produtora, transportadora ou fornecedora na área da energia, pergunte sempre: com que dinheiro? De onde veio o recurso?

É preciso ter em mente que a economia no ocidente teve profunda transformação após a passagem pelo poder, em duas grandes potencias, de instrumentos do capital financeiro: a Inglaterra com Thatcher e os Estados Unidos da América com Reagan.

Esqueça a economia industrial, hoje a economia é financeira. É claro que lutamos para que o valor do trabalho e dos bens materiais voltem a prevalecer, mas não é o que ocorre. Os verdadeiros donos são os possuidores dos recursos financeiros. Quem é o dono da British Petroleum (BP)? Acaso uma conhecida família de negócios de petróleo, como os Rockfeller? Ou descendentes do  esperto negociador Calouste Gulbenkian? 

Nada disso.

Possuem o verdadeiro controle da BP as famílias que se escondem atrás de uma enorme quantidade de empresas, controladores de algo como 40% dos fluxos monetários internacionais, que costumo denominar “banca”. No caso específico da BP, enumero algumas:
1 – Barrow Hanley Mewhinney and Strauss (BHM&S), uma empresa de investimentos estadunidense, subsidiária da OM Asset Management, que, por sua vez, é um braço da financeira londrina Old Mutual plc, onde empresas e fundações sediadas em paraísos fiscais fazem suas aplicações;
2 – State Street Corporation, empresa financeira sediada em Boston, do grupo da State Street Global Advisor, investidora institucional que capta recursos de modo idêntico à BHM&S;
3 – Franklin Advisers Inc., que em 2017 era a 3ª maior acionista da BP, uma gestora de ativos;
4 – Dimensional Fund Advisors, com investidores institucionais e individuais;

5 – Wellington Management Co, cuja publicidade diz gerir US$ 1 trilhão de clientes. E paro aqui pois o prezado leitor já compreendeu que este e todos os negócios são financeiros e que seu controle e decisão estão nas mãos das  menos de 5 dúzias de famílias.

Vamos ao recente e brasileiro caso. O Jornal do Brasil, de 7 de abril de 2018, coloca em destaque: “Surge gigante de Energia”, narrando a compra pela Energisa da Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo. Na matéria vai sendo feito o histórico de privatizações, desmembramentos, transferências e a citação da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina, que tem à frente o empresário Ivan Botelho. Mas, como um dado menos expressivo, ficamos sabendo que o Citigroup coordena o negócio. Fica então óbvio que capitais anônimos, de paraísos fiscais, que chegam dessas 40, 50 ou 60 famílias dão mais um passo para o controle da energia brasileira.

Vamos apresentar o que alimenta a energia mundial e ficará claro a campanha de privatização da Eletrobrás e esta pressão para o domínio da energia brasileira.

O petróleo, como líquido, participa de 31% do fornecimento energético do mundo, conforme estatísticas de 2016; se adicionarmos o gás natural, 21%, teremos que os hidrocarbonetos respondem por mais da metade, 52% da energia do planeta. Há uma razão importante para isso: a facilidade de transporte, que não encontramos, por exemplo, na hidroeletricidade, que fica com modestos 2%. Dois outros grandes produtores de energia também são de fácil transporte: o carvão mineral, 29%, e a biomassa, 10%.

Também de difícil transporte e com participação pequena está a energia nuclear, 5%, e as denominadas energias limpas, que em seu total – eólica, solar, das marés etc – ficam com 1%.

O Brasil, além de dispor de todas estas fontes de energia, capazes de atender perfeitamente as necessidades nacionais e até exportar, possui tecnologia para produzir, transportar, distribuir todas elas, rigorosamente todas as fontes energéticas desta matriz.

 Apenas quanto ao carvão mineral não há o conforto de todas as demais, mas podemos, como de fato o fazemos, negociar com vizinhos, Colômbia, ou países que se beneficiam de nossa capacidade técnica na agricultura e na indústria, como Moçambique.

Logo, é absolutamente dispensável a presença estrangeira na energia brasileira e, se os empresários não quiserem participar, o Estado, como foi feito nos Governos Militares, pode assumir e já demonstrou ter capacidade técnica e administrativa.

Só a venalidade, a subserviência aos interesses estrangeiros dos golpistas de 2016, explicam a “privatização”, codinome de alienação nacional e corrupção, dessa riqueza natural e técnica brasileira.

Mas o que incomoda é uma eventual corrupção do Lula, que compraria, sem registro cartorial, um imóvel de classe média em São Paulo,e  não um apartamento suntuoso na cara Avenida Foch, de Paris, com aparente uso de laranja, porque “não interessa investigar”.

Enquanto continuar este clima ideológico para buscar impedir que o Brasil seja uma nação soberana e justa, seu povo continuará sofrendo até que o rato enfrente o gato.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 


A IMENSIDÃO DO CRIME III

Pensava, caros leitores, em limitar aos dois bens insubstituíveis e que não podem ser repostos, a água e a energia – o particular caso da biomassa tem outras limitações –, a imensidão do crime que as corruptas forças do capital financeiro internacional cometem, com o apoio da mídia comercial, da justiça e, incrivelmente, das Forças Armadas, contra o Brasil. E com roupagens ideológicas, com fantasias que turvam o olhar, com falsas informações (sempre me vem à lembrança as armas químicas de Saddam Hussein) e sofistas e dicotômicos argumentos.

Mas estaria deixando de analisar dois outros crimes que dizem respeito à individualidade humana: roubo de sua capacidade e roubo de sua consciência –  roubo porque sempre se usa da violência: física ou virtual. Para este terceiro crime tratarei da apropriação indébita de nossa capacidade. O exemplo escolhido é a informática, como poderia ser a tecnologia agrícola ou a exploração e produção de petróleo.

A informática porque após o Brasil atingir estágio semelhante ao do mundo desenvolvido retrocedeu até o estágio colonial importador de hoje.

A Política Nacional de Informática (PNI) foi gestada nos anos 1970, com a ideia de que o País não poderia ser refém de interesses geopolíticos e econômicos estrangeiros, principalmente em área vital para soberania. 

A reserva de mercado foi o passo inicial, interessando empresários e protegendo a indústria brasileira do “dumping”, estratégia de dominação largamente usada na época.

Formou-se, na expressão do Presidente da Cobra (fabricante estatal de computadores), Ivan da Costa Marques, “uma reserva de mercado democrática em meio ao autoritarismo”. 

E, efetivamente, juntaram-se neste empreendimento os empresários – ABICOMP (Associação dos Fabricantes Nacionais de Computadores) – os acadêmicos, professores da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), os trabalhadores da APPD (Associação dos Profissionais de Processamento de Dados), os usuários na Sociedade de Usuários de Computadores e Equipamentos Subsidiários (SUCESU) e a normativa Comissão de Coordenação das Atividades de Processamento Eletrônico (CAPRE).

Vê-se portanto que havia um diálogo aberto e construtivo na formulação e para implantação da informática brasileira. Além de publicações técnicas, acadêmicas e empresariais, havia, em jornais diários, a coluna –  Processamento de Dados – que reportava e comentava, semanalmente, os fatos e novidades do setor.

Pode-se portanto afirmar com toda clareza que o Brasil se preparava, desde o final dos anos 1960, para se firmar como um produtor de hardware e software. E, efetivamente, com equipamentos da Cobra e dos nacionais privados – Edisa, Labo, Sid, Sisco – o mercado brasileiro teve modelos inteiramente desenvolvidos e fabricados por equipes brasileiras. Fomos autossuficientes em capacitação tecnológica e industrial em minicomputadores.

Mas, com a ingenuidade de quem age com propósitos honestos em mundo de cascavéis, os responsáveis pela condução da informática brasileira não atentaram ao pronunciamento de Ronald Reagan, ironicamente num 7 de setembro, em 1985, que surgiu “sob a forma de relâmpago em aparente céu azul”, expressão de Tullo Vigevani (O Contencioso Brasil X Estados Unidos da Informática, Edusp Alfa Omega, SP. 1995).

O Governo Figueiredo (1979-1985), que este escriba entende ser resultado do golpe aplicado no Presidente Geisel pelo capital financeiro internacional – iniciando a sequência de golpes que chega a este de 2016 – já preparava o desmonte da informática soberana brasileira, com o torpe motivo do anticomunismo.

Recordemos. O Governo Figueiredo, subserviente à propaganda dita neoliberal abundante na mídia da época, adota a linha “crítica ao protecionismo brasileiro”, mas não protegendo a empresa brasileira estava, na prática, defendendo a estrangeira. Foi acionado o antigo Serviço Nacional de Informações (SNI) que usa a Secretaria Especial de Informática (SEI), criada como órgão de assessoramento ao Conselho de Segurança Nacional, para torpedear a informática brasileira.

Transcrevo, pela sintética e objetiva exposição, de Vera Dantas, conforme Ivan da Costa Marques (Minicomputadores brasileiros nos anos 1970, 2002):

“para preparar a intervenção, o general Otávio Aguiar de Medeiros decidiu formar uma comissão que fizesse um levantamento do setor de informática e propusesse um plano de ação destinado ao futuro governo de seu chefe, general Figueiredo. Obtida a autorização do general Figueiredo, formou-se com Cotrim, Dytz, Joubert, Loyola e Cuinhas. Para cobrir suas despesas Cotrim pensou primeiro em obter o dinheiro do BNDE, mas Marcos Vianna (então presidente do BNDE) impôs condições. Cotrim recorreu ao CNPq. A reação de (José) Dion (então presidente do CNPq) foi exatamente oposta à de Marcos Vianna: não precisou de muita conversa para entender que o embaixador (Cotrim) buscava, além do dinheiro, uma aliança.”

Para esclarecimentos: o Engenheiro Marcos Vianna presidiu o BNDE (hoje BNDES) desde o Governo Médici até o Governo Geisel. Deve-se a ele, em expressiva parte, a criação de uma parque industrial diversificado no Brasil, partindo do programa de substituição de importações. Hábil e inteligente viu na Comissão Cotrim um torpedo contra a informática brasileira. Ao passo que José Dion de Mello Teles, ex-empregado do Grupo Atlântica Boa Vista, presidiu o SERPRO (Ministério da Fazenda) e era considerado como profissional ligado aos sistemas da IBM. Os coronéis Joubert Brízida de Oliveira, Antônio Carlos de Loyola Reis, José Luis Cuinhas e Edson Dytz eram do SNI – “Brizida, Dytz, Loyola Reis, and Cuinhas da Cunha represented one of the most secret and most feared intitutions within the military regime" (Jeff Seward, The Politics of Capitalist Transformation: Brazilian Informatics Policy, Regime Change, and State Autonomy, Routledge, NY, 2017).

As grandes empresas estrangeiras fabricantes de computadores e equipamentos de informática e de telecomunicações – IBM, Burroughs, Hewlett-Packard, Siemens, ITT, Ericson etc – até a completa extinção da informática brasileira frequentaram com assiduidade os gabinetes de Ministros e órgãos estatais, escritórios de parlamentares e instituições buscando, do modo que o capital age com competência, os apoios a suas antinacionais pretensões. Mas a corrupção que o agente Moro investiga só atinge empresas e empresários brasileiros mostrando claramente a farsa destas delações e condenações.

Se formos dar uma data para o sepultamento da informática brasileira proponho 1990, com o governo Fernando Collor. Mas o trabalho dos capitais estrangeiros, durante o período Figueiredo, deslocaram o Brasil do próximo e revolucionário salto, simbolizado pelos PCs – Personal Computers – que chega aos Smart Phones.

Lamentavelmente, com o Brasil sob a ditadura jurídico-midiática da banca, como designo o capital financeiro internacional, deverá perder o novo passo da informática, na área de novo material, tecnologia e filosofia de processamento que se aproxima. Sofremos o crime de buscar a independência de criar, de desenvolver tecnologia, fomos punidos com a dependência e o atraso. E assim continuamos, vítimas dos mesmos algozes no exterior e no Brasil.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

A IMENSIDÃO DO CRIME IV

Este artigo encerra minhas reflexões sobre os verdadeiros crimes que uma parcela de brasileiros, por escusos interesses, por incompreensão da realidade ou ter a mente doutrinada pela comunicação de massa ou, ainda, pelo descaso e alienação, se alia às forças externas e cometem contra nosso País.

Poderia poeticamente chamar de roubo da alma. Mas é de tal modo vil e infesto que torna impossível qualquer poesia, qualquer arroubo onírico ou romântico.

Na França, após os anos de humilhação, degradação da condição humana imposta pela ideologia da raça, geradora de atos nobres e indignos pela população ocupada, o governo do General De Gaulle considerou indispensável, urgente e intensamente aplicado um sistema que atingisse todas as crianças, adolescentes e jovens para reconstrução dos valores humanos e da cidadania.

Creio que após a volta da democracia, do patriotismo, da defesa do País e da justiça, que um dia, espero muito próximo, chegará, será necessário repetir, em nossas condições da degradação moral e institucional, um renascimento nacionalista e popular para o Brasil.

A mais vil, das inúmeras abjeções, infâmias que o capital financeiro é capaz, foi a desmoralização da justiça. E o fez com os holofotes da mídia, com a degradação moral de ser capaz de dizer, ao vivo, que não encontra crime e condenar, que discorda e aceita a punição inconstitucional.

Como imagina o prezado leitor, que um jovem, que já sofre a desdita da didática colonial, reforçada pelas desinformações da mídia, irá se comportar? Pode-se exigir que, por único esforço de suas próprias forças, recomponha o padrão de dignidade, de ética, de patriotismo?

Não. Será preciso responder a este crime, além da consistente e pesada punição para quem atinge o valor de um povo, um sistema de reconstrução ainda maior e mais amplo do que o propugnado pelo grande líder francês.

Tenho dedicado alguma considerações sobre a educação para colonizar as mentes e simplesmente adestrar seus corpos para maior ganho do capital. Não há a educação para liberdade e para felicidade, salvo poucas e logo torpedeadas experiências.

Veja a distorção que produz um sistema onde o ganho financeiro é o único objetivo. Nos anos 1960 surgiu nos Estados Unidos da América (EUA), em meio às guerras empreendidas pela nação em todo mundo, pela valoração exclusiva dos bens materiais e a ostentação das posses, um movimento anticonsumista, pedindo a preeminência de paz e do amor. Como um raio tomou conta da juventude estadunidense e se espalhou pelo mundo. Qual a resposta do sistema? Transformou as roupas, os modos, as decorações, as ações dos hippies em produtos para o mercado, criado para estar sempre sedento de novidades.

 E hoje dizem que o movimento se esfacelou nos anos 1970, esquecidos das roupas e decorações que abundam em todo mundo, inclusive em manifestações artísticas tipicamente hippies. E Guevara que inunda camisetas e decorações com seu retrato, para lucro do capitalismo, o alvo de sua permanente luta.

Temos agora esta verdadeira transformação, aniquiladora das ideias, princípios e pessoas, no Brasil. A negra, homossexual, socialista, favelada, lutadora pelos direitos dos pobres, filiada a partido de esquerda (PSOL), Marielle Franco está sendo “esbranquiçada” e transformada em combatente da violência urbana, como qualquer dondoca da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Na linguagem atual, a alfabetização ganhou outro nome e conceito: letramento. A princípio aplicava-se tão somente ao conhecimento do idioma: ler, escrever e entender palavras e textos. Para isso havia todo recurso disponível pela tecnologia: áudios, vídeos, virtuais etc. 

Mas pedagogos foram ampliando este conceito para a compreensão dos fenômenos físicos, químicos, biológicos, geológicos etc etc. Por que há aquele rio naquele lugar?

 Por que a água dele é doce e do mar salgada? Por que faz frio? Por que o feijão germina envolvido no algodão molhado? E por que demora a ser feijão, outra vez? 

Chamou-se letramento científico? E logo vieram os letramentos sociais, culturais, esportivos, artísticos etc etc.

Uma das respostas ao retorno da compreensão da nacionalidade, da ética, do respeito a diversidade, da formação da cidadania está nos letramentos que devem substituir os conceitos colonizadores e limitados de disciplinas que não deixam raízes, que não fazem refletir, que transformam a pessoa em robôs produtivos.

Ao lado das reformas profundas na comunicação de massa, evitando que apenas a comunicação comercial, com interesses econômicos e não nacionais, domine todo País; que a justiça seja um poder para aplicar as normas aprovadas pelo povo; a educação, com a pedagogia libertadora e nacionalista, contribuirá para que este estado de doença mental, de ódio pela diferença de cor, de bens, de saberes seja afastado do nosso cotidiano. E a juventude, as crianças possam se desenvolver num clima de liberdade, respeito, amor ao Brasil e detentoras de  consciência nacional e social.

Não é querer muito. Mas exigirá, para que se marque o crime que está sendo cometido, que os criminosos não fiquem impunes. Não há perdão para os que roubam os sonhos e o futuro dos brasileiros.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado  

Sunday, April 8, 2018

II GOLPEARAM NOSSA DEMOCRACIA


MEU  QUERIDO  BRASIL
                Meu querido Brasil tem  um preso político.

             Depois de uma luta de vinte anos para restabelecer a democracia, ela foi mais uma vez golpeada.

       Submetido a um processo político que se iniciou ainda no primeiro semestre de 2014, com a espionagem estrangeira sobre a Petrobras, nosso maior líder político, de envergadura internacional, que foi o único Presidente da República depois de Vargas que cuidou com prioridade do ataque  à imoral injustiça social que é a grande nódoa da sociedade brasileira e seu maior obstáculo no processo de desenvolvimento, nosso maior líder, o Presidente Lula recebeu ordem de prisão, por supostamente possuir um apartamento e um sítio cuja propriedade não é dele.

           Juridicamente, ou inocentemente, parece um absurdo, mas politicamente não é.

          Lula,  sua  sucessora  Dilma e seu partido PT cometeram  graves ofensas  ao  poder  do  Grande Capital, que domina e rege o mundo ocidental. O Brasil, sob sua gestão (de Lula), descobriu imensas reservas de petróleo e pretendeu que a sua exploração fosse feita sob o controle da grande empresa brasileira, a Petrobras, que conseguiu dominar a melhor tecnologia e localizar a jazida. Ao mesmo tempo (de Lula), as empresas brasileiras de engenharia se projetaram  no mundo com reconhecida competência e passaram a ganhar grandes obras antes sempre contratadas com empresas do Grande Capital. O Brasil, sob sua gestão (Lula), aproximou-se mais dos vizinhos sulamericanos e naturalmente liderou um processo de emancipação do subcontinente; fez crescer muito, ademais, sua presença internacional na África e na Ásia, chegou a coordenar, com a Turquia, um acordo com o Iran  sobre seu projeto de energia atômica, acordo anulado pelo Grande Capital e logo em seguida realizado nas mesmas condições mas sem a nossa participação; o Brasil aliou-se a outras grandes nações dos BRICS para criar um Banco Mundial a e um FMI alternativos, que se dedicassem, com novas políticas, a uma ajuda mais efetiva para o desenvolvimento dos países pobres. O Brasil procurou, ainda, desenvolver, em acordos com a França e com a Suécia, estratégicas tecnologias militares de ponta (submarinos e aviões), com desdobramentos largamente aproveitáveis para o avanço decisivo da sua indústria. Enfim, sob a sua gestão (Lula, Dilma, PT) o Brasil começou a ficar um país importante no mundo, desvencilhando-se da tradicional condição de quintal do Grande Capital.

         Isso era, no mínimo, um grande atrevimento. Não era absolutamente permitido no perigoso jogo de poder mundial. O processo tinha de ser revertido e o País castigado pelo seu atrevimento, pela sua ofensa. A grande empresa de petróleo, a Petrobras, devia sofrer danos catastróficos e ser desmoralizada, o mesmo acontecendo com as empresas brasileiras de engenharia que cresciam no mundo.  Para um castigo mais eficaz e preventivo, devia se desmoralizar toda a Nação Brasileira, todas as suas instituições, aos olhos do mundo e dos próprios brasileiros.

        Havia agentes brasileiros competentes e preparados para  o golpe; havia a mídia toda comprada; havia o decantado saber da CIA e o projeto testado com êxito no Paraguai, projeto de um golpe não mais militar mas político-jurídico, muito mais disfarçado e apoiado pela classe média urbana, que era sempre uma aliada em potencial, fascinada pelas realizações suntuosas do Grande  Capital.

         O pretexto, a força motriz mobilizadora para o golpe seria a corrupção, a mesma de sempre, desde Getúlio Vargas com o “mar de lama”. A velha corrupção que os subdesenvolvidos não sabem praticar  com a habilidade dos ricos, fazem-na muito mal.

       E, pronto, aí está: consumado com pleno êxito; com a prisão de Lula fecha-se o ciclo do golpe, cumprem-se os objetivos: dilacerar a Nação Brasileira, tomar o seu petróleo e reduzi-la à histórica condição de quintal. Os brasileiros amantes do Norte, que importam esperma americano, abrem garrafas de champagne.

        O povo custa um pouco mas compreende tudo, fica com raiva e lamenta: que falta faz Leonel Brizola!

Eu faço refrão com o lamento do povo, deploro muito a ausência de um Brizola, e com a minha vivência acrescento outra lástima: que falta também faz um General Ernesto Geisel! 

       E relembro, com muita nitidez, a figura sábia e modesta do deputado mineiro  Francelino Pereira, perplexo na indagação que ganhou manchetes durante a ditadura: meu Deus, que país é este?!

Roberto Saturnino Braga

Saturday, April 7, 2018

1% CONCENTRARÁ OS MAIS RICOS E IRÃO TER 2/3 DE TODA A RIQUEZA DO PLANETA TERRA, ATÉ 2030



          If current trends in wealth inequality continue, the top 1 percent of the world's population will own two-thirds of global wealth by 2030, according to a disturbing new report. At a time of massive wealth and income inequality, people all over the world increasingly recognize that the global economy has been rigged to reward those at the top at the expense of everyone else. Now, more than ever, those of us who believe in democracy and progressive government must bring low-income and working people all over the world together behind an agenda that reflects their needs –

Se as atuais tendências da desigualdade de riqueza continuar, com  os 1% da população mundial que possuirão para dois terços da riqueza global até 2030, de acordo com um novo e perturbador relatório. Em uma época de enorme riqueza e desigualdade de renda, pessoas de todo o mundo reconhecem cada vez mais que a economia global tem sido manipulada para recompensar aqueles que estão no topo às custas de todos os outros. Agora, mais do que nunca, aqueles de nós que acreditam na democracia e no governo progressista devem reunir pessoas de baixa renda e trabalhadores de todo o mundo por trás de uma agenda que reflita suas necessidades.

 Richest 1% on target to own two-thirds of all wealth by 2030

Current edition: International edition 

Michael Savage - Policy editor 
   Gold bars are displayed at South Africa’s Rand Refinery in Germiston.
  World leaders urged to act as anger over inequality reaches a ‘tipping point’

      Gold bars are displayed at South Africa’s Rand Refinery in Germiston. Photograph: Siphiwe Sibeko/Reuters

 Actor Michael Sheen, who is campaigning against high-interest lenders, supports the calls to rebalance global inequality.        https://www.theguardian.com/business/2018/apr/07/global-inequality-tipping-point-2030

        The world’s richest 1% are on course to control as much as two-thirds of the world’s wealth by 2030, according to a shocking analysis that has to lead to a cross-party call for action.
World leaders are being warned that the continued accumulation of wealth at the top will fuel growing distrust and anger over the coming decade unless action is taken to restore the balance.
An alarming projection produced by the House of Commons library suggests that if trends seen since the 2008 financial crash were to continue, then the top 1% will hold 64% of the world’s wealth by 2030. Even taking the financial crash into account, and measuring their assets over a longer period, they would still hold more than half of all wealth. 




Since 2008, the wealth of the richest 1% has been growing at an average of 6% a year – much faster than the 3% growth in wealth of the remaining 99% of the world’s population. Should that continue, the top 1% would hold wealth equating to $305tn (£216.5tn) – up from $140tn today.
Analysts suggest wealth has become concentrated at the top because of recent income inequality, higher rates of saving among the wealthy, and the accumulation of assets. The wealthy also invested a large amount of equity in businesses, stocks and other financial assets, which have handed them disproportionate benefits.
New polling by Opinium suggests that voters perceive a major problem with the influence exerted by the very wealthy. Asked to select a group that would have the most power in 2030, most (34%) said the super-rich, while 28% opted for national governments. In a sign of falling levels of trust, those surveyed said they feared the consequences of wealth inequality would be rising levels of corruption (41%) or the “super-rich enjoying unfair influence on government policy” (43%).
The research was commissioned by Liam Byrne, the former Labour cabinet minister, as part of a gathering of MPs, academics, business leaders, trade unions and civil society leaders focused on addressing the problem.



Actor Michael Sheen, who is campaigning against high-interest lenders, supports the calls to rebalance global inequality.
 Actor Michael Sheen, who is campaigning against high-interest lenders, supports the calls to rebalance global inequality. Photograph: Teri Pengilley for the Guardian

The actor Michael Sheen, who has opted to scale back his Hollywood career to campaign against high-interest credit providers, was among those supporting the calls.
The hope is to create pressure for global action when leaders of the G20 group of nations gather for a summit in Buenos Aires in November. Byrne, who organized the first OECD global parliamentary conference on inclusive growth, said he believed global inequality was “now at a tipping point”.
“If we don’t take steps to rewrite the rules of how our economies work, then we condemn ourselves to a future that remains unequal for good,” he said. “That’s morally bad, and economically disastrous, risking a new explosion in instability, corruption, and poverty.”
In a sign of the concern about the accumulation of wealth in the hands of so few, the move has gained support from across the political divide.
George Freeman, the Tory MP and former head of the prime minister’s policy board, said: “While mankind has never seen such income inequality, it is also true that mankind has never experienced such rapid increases in living standards. Around the world, billions of people are being lifted out of poverty at a pace never seen before. But the extraordinary concentration of global wealth today – fuelled by the pace of technological innovation and globalization – poses serious challenges.
“If the system of capitalist liberal democracy which has triumphed in the west is to pass the big test of globalization – and the assault from radical Islam as well as its own internal pressures from post-crash austerity – we need some new thinking on ways to widen opportunity, share ownership and philanthropy. Fast.”
Demands for action from the group include improving productivity to ensure wages rise and reform of capital markets to promote greater equality.
Danny Dorling, professor of geography at the University of Oxford, said the scenario in which the super-rich accumulated even more wealth by 2030 was a realistic one.
“Even if the income of the wealthiest people in the world stops rising dramatically in the future, their wealth will still grow for some time,” he said. “The last peak of income inequality was in 1913. We are near that again, but even if we reduce inequality now it will continue to grow for one to two more decades.”

The Good Friday Massacre: World…We Are All Palestinians, Now!


The Good Friday Massacre: World…We Are All Palestinians, Now!

By Global Research News
Global Research, April 06, 2018

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By Brett Redmayne-Titley, April 06, 2018
Eighteen more Palestinians were unapologetically murdered this past “Good Friday”  by the Israeli military. They were unarmed. They were on their own land. They were desperate.  They screamed their desperation as they marched. Then, they shouted their daily reality of personal horrors too close to Israel’s attention. So, they were killed.
By Ted Snider, April 06, 2018
Israel last month admitted that it was responsible for bombing a building in Syria in 2007 that it says was a nuclear reactor under construction but there are strong doubts about what the building was for, argues Ted Snider.
By Rima Najjar, April 06, 2018
For Israel, the word “security” means the security to exist as a Zionist Jewish state on part or all of historic Palestine — to exist as a state meant to be populated by as many Jews from around the world as it could entice to immigrate there, on land and property acquired by a combination of force, subterfuge and purchase from their rightful owners, all of which to be dedicated to Jews “in perpetuity”.
By Whitney Webb, April 06, 2018
Defusing explosives and mines, as the White Helmets say they’ve done in Afrin, is normally performed by specialized military experts, not paramedic first-responders who have claimed – falsely – to have been trained by the Red Cross.
By Edward Curtin, April 06, 2018
 A smear campaign ensued that has continued to the present day and then the fact that a trial ever occurred disappeared down the memory hole so that today most people never heard of it and assume MLK was killed by a crazy white racist, James Earl Ray, if they know even that.
By Craig Murray, April 06, 2018
The second problem is that the Novichok family of nerve agents are instant acting. There is no such thing as a delayed reaction nerve agent. Remember we have been specifically told by Theresa May that this nerve agent is up to ten times more powerful than VX, the Porton Down developed nerve agent that killed Kim’s brother in 15 minutes.