Sunday, July 15, 2018

CHEGANDO O TSUNAMI DO POVO BRASILEIRO

     Nos últimos 50 anos, o Brasil passou por dois momentos de crescimento com políticas e projetos distintos.

  O primeiro resultou de um golpe dentro do golpe, quando militares nacionalistas assumiram o poder, contrariando o projeto colonial do golpe de 1964. Foi um projeto autoritário, com o apoio e participação do empresariado nacional, principalmente o paulista, e com repressão violenta às oposições. O projeto estava sintetizado no slogan Brasil Grande. “A formulação da política econômica tem que ser subordinada aos grandes objetivos políticos e informada pela filosofia do projeto Desenvolvimento-Liberdade-Segurança. É preciso distinguir a ação direta do governo (o governo como agente econômico produtor de bens e serviços) de sua ação indireta (a formulação da política econômica) que condiciona o comportamento do setor privado” (Antonio Delfim Netto, GGN, 02/06/2015).

Neste período sobressai a figura do general Geisel que proporcionou o desenvolvimento das principais tecnologias do século atual, em verdadeira visão de estadista: informática, nuclear, aeroespacial e energética. Todo este esforço nacional começou a ser destruído ainda com o general Figueiredo, aguçou-se nos governos do PSDB (Fernando Henrique Cardoso-FHC) e atinge o paroxismo com o golpe de 2016.

O segundo momento ocorre com a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Foi bastante diferente do anterior em vários aspectos. Um foi o aproveitamento nacional de momento favorável da economia internacional, outro foi o de privilegiar a distribuição de renda, levando cerca de 40 milhões de brasileiros a sair da área de extrema pobreza. 

Criou-se, associando com  aumento real do salário mínimo, um mercado interno que gerou emprego e renda como em raros momentos da história do Brasil.

Neste segundo período ocorreu o evento extraordinariamente importante da descoberta de petróleo em reservatórios do pré-sal. A destacar a elevada capacidade tecnológica e gerencial da Petrobrás, a compreensão do significado desta descoberta pelo Governo Federal e o projeto de aproveitamento dessa riqueza para a educação e a saúde dos brasileiros.

O golpe de 2016 concentrou-se na destruição de todos os benefícios que estes dois períodos trouxeram para o Brasil, a iniciar pela alienação da soberania nacional nas decisões relativas ao aproveitamento do pré-sal, às conquistas nas áreas aeroespacial e nuclear, e na transferência para o exterior dos resultados positivos deste esforço nacional.

Assim, os resultados em dois anos do golpe são o desemprego, a redução dos salários reais, a recessão econômica, o retrocesso cultural e uma revolta que não se materializa em movimento social pelo fator alienante e antinacional da comunicação de massa; atividade comercial, desvinculada da formação cultural e educacional brasileira, oligopolizada em seis famílias e uma seita religiosa também interessada prioritariamente no lucro financeiro.

A situação do Brasil, no fim do primeiro semestre de 2018, em muito se assemelha à francesa, às vésperas da Revolução de 1789.

Transcrevo do prefácio que António Ruas escreve para sua tradução da “História da Revolução Francesa”, de Thomas Carlyle:

   “Dá-se o seguinte, um governo que já não governa nada, nem o pensamento francês, nem a economia, nem as finanças, nem a nobreza, nem o clero, nem o povo. Quer dizer: era um mundo a gritar pela morte, eram os próprios condenados a pedir a forca ou o veneno, era uma dissolução geral de instituições e crenças”.

Norbert Elias, em “O Processo Civilizador” (1939), descrevendo o comportamento burguês (observe que Elias não trata da alienação aristocrata) neste período que antecede a Revolução Francesa, escreve:

    “Não era em absoluto verdade que toda a burguesia desejasse a reforma e que apenas a aristocracia a ela se opusesse. Houve certo número de grupos claramente identificáveis de classe média que resistiram até o fim a qualquer tentativa de reforma e cuja existência, na verdade, estava ligada à preservação doancien régime na sua forma original. 

Esses grupos incluíam a maioria dos altos administradores, a noblesse de robe, cujos cargos eram propriedade de família no mesmo sentido em que uma fábrica ou empresa é hoje propriedade hereditária. E se a reforma fracassou na França, se as disparidades da sociedade finalmente romperam de forma violenta o tecido da estrutura institucional, grande parte da responsabilidade coube à oposição desses grupos de classe média”.

Não seremos ingênuos ou levianos em imaginar que depois de mais de dois séculos, com toda transformação política, econômica, tecnológica, as condições de revolta social sejam idênticas.

Mas muitas situações tem suas semelhanças.

Vejamos o caso das instituições consideradas fundamentais na sociedade hodierna: a representação congressual, a estrutura judiciária, as forças armadas.

Cada dia mais se desnudam seus compromissos de classe, ou menos ainda, de grupos de poder.

O juiz pertence à família de fundadores de um partido dominante em sua região e não se considera suspeito de julgar as causas que interessam diretamente à manutenção do poder familiar. 
Qual a avaliação que a população fará deste juiz, na medida que for relacionando suas decisões com os interesses políticos, econômicos, do status social de sua família e apoiadores?

Hoje a justiça do Paraná, do Rio Grande do Sul e de outros locais está sob forte suspeita, quando não inteiramente desacreditada. E para a desobediência não serão necessários muitos novos eventos.

Como acreditar em oficial general das forças armadas que não defende o País da espoliação por empresas estrangeiras, as quais corrompem parlamentares e membros do executivo para auferirem vantagens e lucros, e ainda se manifesta como militante de partido político contra qualquer ação política, administrativa ou judicial que lhe for oposta?

Poderia enumerar uma série de incongruências, parcialidades, contradições que a mídia já não consegue encobrir.

Entendo ser da mídia oligárquica brasileira a maior responsabilidade, além de promover a alienação da população, cria estereótipos, movimentos de ódio, deseduca todos, não há exclusão por classe nem currículo acadêmico. É o mais sério obstáculo à transformação do País. E será, a meu ver, a grande responsável se o tsunami social for destruidor, qual o terror na Revolução Francesa, atingindo todas as classes, todos setores, cometendo injustiças e vilanias.

Infelizmente a elite política não entende, com as pequenas ressalvas, que não haverá vencedor quando explodir o tsunami.

Antes de prosseguir nesta linha de análise é importante verificarmos a transformação do poder. 

Considero grande falha não se ensinar nas escolas militares, nas escolas de administração, de sociologia e de política a teoria do poder, a cratologia.

Até o governo Geisel, o sistema de poder dominante era o industrial. 

Havia duas vertentes, o capitalismo industrial que o principal país representante eram os Estados Unidos da América (EUA) e o socialismo industrial na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Mas combatendo contra ambos havia o capitalismo financeiro, originário da Inglaterra, que tinha como arma a dívida. Os capitalismo e socialismo industrial tinham a produção e consumo como meta.

Nos anos 1980, o capitalismo financeiro tornou-se o poder mundial.

 Para simplificar o denominarei “banca”, muitos o chamam Nova Ordem Mundial (NOM ou NWO, em inglês).

Há fundamental diferença entre estes poderes. 

O capitalismo financeiro é estéril, nada produz, vive de especulação com títulos e moedas. 

Não é difícil associá-lo à grande corrupção que envolve todo mundo contemporâneo: nos negócios, nos Estados, nos esportes, em todas atividades humanas, pois tudo se resume ao lucro monetário e rápido (tempo de retorno).

A conquista dos Estados Nacionais, para dar total mobilidade ao capital (sob disfarce de uma inexistente globalização – por que passaporte? por que restrição às migrações) e isentá-lo de tributação (veja as medidas dos governos da banca – FHC e Temer), é a principal meta deste capitalismo financeiro.

Chega a ser irônico ler ou ouvir dos opositores de Lula e do PT (sempre citando José Dirceu) que estes estavam “aparelhando o Estado”. 

Observe o caso do habeas corpus concedido a Lula no domingo 08/07/18; quase toda cúpula do judiciário, da polícia federal e do ministério público está dominada pelos “tucanos”. 

E quem, senão a elite escravagista e rentista, sempre dominou o poder no Brasil e aparelhou o Estado para manter seus privilégios, seus ganhos fáceis e suas alianças com os interesses estrangeiros?

É esta aparelhagem do Estado por interesses que nem são populares nem nacionais que fará brotar, em momento de surpresa para todos, o tsunami do povo brasileiro.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

Saturday, July 14, 2018

Renewable Energy Around the World

de:The Sanders Instituteinfo@sandersinstitute.com por bounce.bluestatedigital.com 
responder a:info@sandersinstitute.com
para:Paulo Augusto Lacaz <sccbesme.humanidade@gmail.com>
data:12 de julho de 2018 13:47
assunto:Renewable Energy Around the World
Sanders Institute
Paulo Augusto,

Our leaders like to talk about “American exceptionalism,” but America is not so exceptional when it comes to renewable energy. In fact, we are falling far behind.

Countries all around the world are demonstrating that a transition away from fossil fuels is not only possible, but is a plausible, clean, and affordable path forward. Here's a quick look at what other countries around the developed world are achieving:
  • In China, an entire province the size of Texas was powered on 100% renewable energy last year.
  • New Zealand recently released a plan to transition to 100% renewable energy by 2035.
  • Iceland is running on 100% renewable energy mostly through geothermal plants.
  • Norway produces 98% of its power needs through renewable energy.
  • Holland's entire train system now runs on wind power.
We can learn from these initiatives and join their commitment to reach 100% renewable energy.

Renewable Energy Around the World
Our leaders must have the courage to admit that if we can learn from the successful energy policies of other countries, we could become a world leader in clean, sustainable energy production.

Thanks for staying engaged,

The Sanders Institute

PAID FOR BY THE SANDERS INSTITUTE
BURLINGTON, VT 05401


The Sanders Institute is a tax-exempt 501(c)(3) organization.

This email was sent to sccbesme.humanidade@gmail.com. We'd hate to see you go, but if you need to do so, click here to unsubscribe


Tuesday, June 19, 2018

Add Your Name - Tell the Congress to pass the Keep Families Together Act and we can put an end to Trump's policy of separating children from their parents at the U.S. / Mexico border.

de:Bernie Sanders info@berniesanders.com
responder a:info@berniesanders.com
para:Paulo Augusto Lacaz <sccbesme.humanidade@gmail.com>
data:19 de junho de 2018 14:50
assunto:Add Your Name - Tell the Congress to pass the Keep Families Together Act and we can put an end to Trump's policy of separating children from their parents at the U.S. / Mexico border.
enviado por:bounce.bluestatedigital.com
assinado por:berniesanders.com

Bernie Sanders


Paulo Augusto -

The Trump administration has reached a new low. After having nothing but praise for Kim Jong Un, the leader of the most despotic government on Earth, Trump has now initiated policies in our own country that are unprecedented in their cruelty.

Like you, I have watched with horror and disgust the countless stories and images of children being ripped away from their parents and stuck in cages for days, weeks and months without any contact or information about their well-being. 

I have read about parents being sent back to their home country without their children and even stories about parents so distraught about the separation that they have ended their own lives.

As former First Lady Laura Bush stated; "Our government should not be in the business of warehousing children in converted box stores or making plans to place them in tent cities in the desert outside of El Paso.  These images are eerily reminiscent of the internment camps for U.S. citizens and noncitizens of Japanese descent during World War II, now considered to have been one of the most shameful episodes in U.S. history."

The Trump administration policy of separating children from their parents at our border is a national disgrace. It is a moral abomination.

 And it can be stopped.

Like every member of the Senate Democratic Caucus, I have added my name as a co-sponsor of the Keep Families Together Act – legislation that would stop this detestable policy. 

Unfortunately, not one Republican senator has yet signed on. 

I need you to make your voice heard if we are going to change that:

More than any other country in the history of the modern world, the United States has been shaped by its identity and character by the process of immigration and the contributions of those immigrants.

I am proud to be the son of an immigrant.

My father came to this country from Poland without a nickel in his pocket.

And as a nation built by immigrants, we must strive for humane immigration policies that unify families, not tear them apart.

The Trump administration’s policy of separating children, including infants as young as one year old, from their parents at the border is inhumane, cruel and an affront to our values as Americans.

Tell Congress to act to stop it, today:

Over the course of the next days and weeks, I suspect we will talk a lot about comprehensive immigration reform. 
But what cannot get lost in the details here is that we are talking about people. 

We are talking about families.

It is time for this injustice to end.

In solidarity,
Bernie Sanders




 Paid for by Friends of Bernie Sanders
(not the billionaires)
PO BOX 391, Burlington, VT 05402

Saturday, June 16, 2018

O VATICANO VAI AO BORDEL?

    Este mundo não é para amadores, dirá todo diplomata de carreira.

 Se não o era quando os colonizadores eram Estados Nacionais, imagine neste século XXI no qual o grande colonizador é um sistema: 

      o sistema financeiro internacional, que abrevio denominando “banca”.

A banca são a meia centena de famílias que dominam os fluxos financeiros mundiais;

 algo entre um terço e a metade do que circula, diariamente, entre bancos, financeiras, cambistas, brokers e similares. 

É um poder imenso. 

A transferência de um país para outro de valores controlados pela banca causará dano violento não apenas nas finanças, mas na economia, na política, derrubando governos e empobrecendo populações.

Para o bom desempenho de seu poder, a banca criou o mito da globalização e  o mito da libertação em questões transversais, ou seja, que são motivo de disputas políticas e culturais em todos os países, como as questões ecológicas, de gênero e igualdade racial.

Assim, ela se insere e domina partidos e movimentos tão díspares como os socialistas – franceses, espanhóis, gregos – e os conservadores – ingleses, estadunidenses e alemães.

O formato atual da banca é do século XX, após a derrocada do colonialismo inglês.

Constituiu diversas instituições, algumas de conhecimento público outras  ocultas dos olhos de quase todos. Também dominou a comunicação de massa, como se constata pelo controle das agências de notícia e de inúmeros jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.

Se o caro leitor dedica boa parcela de seu tempo diante da telinha plim-plim, certamente terá a visão distorcida pelos “analistas”, “especialistas”, âncoras e quem mais surja para lhe doutrinar. 

Assim achará que a Venezuela, a Rússia, o Irã são países do “mal” e os condenará, sem saber que o fazendo estará prestando um serviço à banca, pois a destruição dos Estados Nacionais é um de seus objetivos.

Vamos refletir sobre caso concreto, que nem é para amadores nem para os desinformados globais:
      a presença de um representante do Vaticano na reunião anual do Grupo Bilderberg. 

Soaria desconcertante, de certo modo o é, mas coloca mais uma vez a dialética marxista como capaz de uma resposta.

O Grupo Bilderberg, um braço conhecido da banca, foi criado, de acordo com o escritor e jornalista Thierry Meyssan, em 1954, pela CIA e pelo MI6.

 O pesquisador argentino Walter Graziano (Hitler ganó la guerra, 2004) adiciona que surgiu do estadunidense Council of Foreign Relations (CFR). Representada no Brasil pela FGV.

Em 2018, a reunião anual do Bilderbeg (BG) ocorreu, entre 7 e 10 de junho, em Turin (Itália). Além dos convidados habituais – CIA, MI6, OTAN – dois chamaram a atenção: a primeira ministra da Sérvia (Ana Brnabic) e o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano.

Sob a presidência de Henri de Castries, do Instituto Montaigne – um “think tank” francês que assumiu o poder com a eleição de Emmanuel Macron – compareceram cerca de 130 pessoas, dentre as quais a dona do Banco Santander (Ana Botín), os presidentes da Royal Dutch Shell, da Norsk Hydro, da Fiat Chrysler, o Governador do Banco da Inglaterra, a diretora geral da Unesco e figuras conhecidas como Henry Kissinger.

A banca tem estruturas para pensar, como a Rand Corporation, o Center for Strategic & International Studies (CSIS), da Georgetown University, e o Royal Institute of International Affairs (RIIA), outras para agir, como o Fórum Econômico Mundial, cujo atual presidente, Borge Brennan, esteve na reunião em Turin.

Às reuniões do Bilderberg costumam comparecer pessoas destas estruturas (pensar e agir) como demonstra a composição de convidados, que inclui também muitos homens de imprensa (editores e proprietários).

Quem desejar se aprofundar nos organismos da banca, há o notável trabalho de 1996, de Adrián Salbuchi: “El cerebro del mundo. La cara oculta de la globalización”, Ediciones del Copista, Argentina, sendo a mais recente atualização do Editorial Solar, Colômbia, em 2004. Também o site Réseau Voltaire, de Thierry Meyssan, editado em alguns idiomas, trás informações sobre organizações da banca, como o Instituto Montaigne e o Grupo Bilderberg.

Analisemos, inicialmente, a presença de Ana Brnabic.

As “Primaveras Árabes”, o desmonte da Ucrânia, entre outras façanhas da banca, foram, antes de ocorrerem, temas do Bilderberg. Estaria a Sérvia neste caminho?

Andrey Afanasyev, do Katehon, informa no site Dinâmica Global que Brnabic é “funcionária de inúmeras ONGs americanas, apoiadora da legalização dos chamados “casamentos entre pessoas do mesmo sexo” e uma lésbica aberta”. É um caso da transversalidade onde a banca vem assumindo o controle para alterar legislações, substituir governantes e assumir o poder em Estados Nacionais.

Também foi-me surpreendente o número de convidados turcos, cinco (superior aos alemães, holandeses, franceses e idêntico aos donos da casa, italianos), entre eles o vice premier Mehmet Simsek, dois empresários, um acadêmico e um jornalista.

A área do Oriente Médio, Ásia Menor, tem sido inquietante para os Europeus, principalmente pela questão dos refugiados. 

E a banca teme o estilhaçar da União Europeia.

Temos então temas que fogem às tradicionais investidas econômicas e políticas da banca. 

Lembrar que na 65ª reunião, ano passado, a presença notável foi a China. Uma questão nitidamente econômico-financeira.

A transversalidade pode ser observada sob a ótica estritamente humanista, onde inseriremos adiante o representante do Vaticano, e sob a questão de emergências políticas.

Vamos exemplificar.

 O Papa Francisco deve ver, nas levas de africanos, árabes, palestinos, asiáticos que chegam a todo instante à Europa, a busca pela vida mais segura, mais decente. Daí seu apoio e suas palavras de recriminação às selvagerias do capital e das guerras, que são, na verdade, uma só.

Logo o Vaticano, pelo seu Sumo Pontífice, defende os direitos de ir e vir dos emigrantes.

Mas a banca os avalia de modo diferente. Eles irão quebrar uma homogeneização nacional: francesa, alemã, austríaca, qual seja, e enfraquecer o sentido patriótico, nacionalista.
 Abre-se, então, a oportunidade de eliminar as barreiras nacionais e facilitar o trânsito dos capitais; sem carimbos, sem restrições tributárias.

A brilhante escritora e perspicaz jornalista de Porto Alegre, Tania Faillace, vem escrevendo que a questão do gênero tem sido um instrumento da banca em dois sentidos: no de agitação política e no da redução populacional; outro vital projeto da banca, pois seus dois mais importantes inimigos são o crescimento demográfico e o nacionalismo.

Para entender bem o significado do crescimento demográfico, é só lembrar a concentração de renda, princípio básico da competitividade rentista, financeira.

Temos então a contradição que aponto no título; pode o Papa que tem se notabilizado pela preocupação humana, com os pobres, os oprimidos, aceitar o convívio com o mais cruel, bélico e exterminador capitalismo financeiro?

Agora, o televiciado global terá uma síntese dialética a resolver.

Não cabe o simplismo da corrupção.

 Isto só serve para os políticos, não é mesmo? 

Também não se aplicam as agressões bolsonarianas ao Papa, que  seria um arco íris disfarçado de banqueiro.

Posso acreditar que, movido pela convicção evangélica, saiu o Cardeal Parolin a semear entre os monopolistas exterminadores a palavra de Deus.

 Semen est verbum Dei.

Falta, evidentemente, a consciência cidadã.

A capacidade de resolver as contradições da existência humana, digna, no regime capitalista, o único que sobreviveu neste século XXI. E não é tarefa para um artigo nem para avô, aposentado.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

ADEUS BRASIL!

   Sinto o misto de tristeza e inconformismo ao ver a destruição de meu País por ignorantes e venais, que se arvoram defensores de ideologia perniciosa para toda humanidade:

o neoliberalismo.

E, agravando, militares continuam atacando o comunismo, quando já não existe, fora das análises acadêmicas, em qualquer lugar, conduzindo algum governo neste século XXI.

Documentos elaborados nas instituições propagadoras do neoliberalismo, sabendo ter audiência destes militares e de civis interessados em sua inação, atribuem ao “comunismo” a ação dos seus opositores, citando Marx, Lenin, Gramsci. 

Mas, na realidade, quem aplica muitos pensamentos destes políticos são  os próprios neoliberais em suas práticas.

Detalhemos cada passo desta ideologia perversa e anti-humana.

Primeiro trata de convencer as pessoas que, para todo desenvolvimento, é necessário haver o “equilíbrio fiscal”. Começa aí a primeira farsa; compara a vida de cada um ao Estado ou a empresas.

Ora, meus caros, você não fabrica dinheiro e, como pessoa física, nem pode repassar seus custos para outros.

Os Estados emitem moeda, sob a forma que circula em seus bolsos ou sob a forma de títulos de dívida, que você adquire  como aplicação financeira.

Por conseguinte, o Estado, assim como as empresas – estas com emissões de ações e documentos de crédito – gastam mais do que recebem ou lucram para poder crescer, se desenvolver, investir em desenvolvimento tecnológico e máquinas e instalações. 

Se há erro, não significa que o processo de elaboração é indevido, mas  alguém, por baixa capacitação – inexperiência, ou por interesse escuso, o cometeu. 

Trata-se de corrigi-lo ou puni-lo.

Logo o “superavit fiscal” é uma fraude que a banca coloca em sua imprensa para a compreensão equivocada das pessoas. 

Ele pode corretamente ser traduzido por “passe fome”, “não eduque seu filho”, “morra de doença” mas não deixe de enriquecer os banqueiros. 

Junto com esta fraude vem algumas receitas para atrofiar e reduzir a capacidade do País.

Exemplo: privatizações.

O que são as privatizações? 

A transferência do que o Estado aplicou, investiu com os tributos, o povo contribuiu com seu trabalho –  um patrimônio que é de toda Nação, para o sistema financeiro internacional.

Faço breve pausa para esclarecer que todas as grandes empresas multinacionais, nos dias de hoje, são controladas por empresas financeiras que, se formos buscar a origem do dinheiro, encontraremos entidades fechadas, constituídas nos paraísos fiscais.

Por esta razão posso afirmar que a “venda” de campo do pré-sal da Petrobrás para a Exxon ou BP ou Shell é uma alienação de riqueza insubstituível brasileira para a banca (o sistema financeiro internacional).

Hoje, na Europa – Inglaterra, França, Alemanha – o Estado está retomando empresas ou serviços privatizados. 

O povo está reclamando pois as únicas conquistas das privatizações foram o aumento dos preços e a má qualidade dos serviços. Dois exemplos: ferrovias inglesas e aeroportos franceses.

Além da privatização, o neoliberal propugna pelo Estado Mínimo, ou seja, que funções típicas dos Estados, os mais capitalistas, como educação, saúde e transporte, sejam exploradas para lucro privado.

Se o caro amigo já passou por necessidade de atendimento de saúde, negado pelo seu caro plano privado (em última análise pelo custo superior à contribuição), sabe o que é Estado Mínimo, aquele que não garante a saúde.

Por fim, o neoliberal acaba com o Estado. Isto não é ficção nem teoria conspiratória. O caso que ficará clássico na História, até agora, é da Líbia.

O antigo Estado Nacional tinha o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais elevado da África. O Governo de Al-Gaddafi conseguira unir todas as etnias, lideranças regionais, por toda extensão territorial, no processo de unificação nacional e desenvolvimento comum. 
E, na defesa de seu petróleo, comercializado sempre em dólares, Gaddafi decidiu escolher a moeda mais conveniente para vender o petróleo líbio. 

Decretou, com isso, a invasão do país pelos Estados Unidos da América (EUA) e governos europeus, subservientes aos interesses financeiros.

Hoje a Líbia não existe, a não ser para votar em organismos internacionais de acordo com as determinações da banca.

O país é uma terra de ninguém, onde tribos se digladiam por poder, água, dinheiro, os antigos membros das forças armadas fazem segurança nas instalações de produção e escoamento de petróleo para as empresas internacionais, e o povo deixou de ter o invejável IDH.

Um triunfo do neoliberalismo. Também são Líbias: o Iraque, a Ucrânia, o Afeganistão. 

A banca ameaça a Venezuela, não por acaso detentora da maior reserva mundial de petróleo.

Será também Brasil de amanhã, se permanecermos inertes, imaginando atacar a Venezuela, perseguindo um comunismo inexistente e deixando a tucanalha no gerenciamento nacional.

Não escrevo tucanalha em oposição aos petralhas. 

Certamente houve participação ou conivência do Partido dos Trabalhadores, sob o título de governabilidade, na inclusão de golpistas de 2016 em seus governos.

Mas o PSDB é muito mais antigo no ramo e causa prejuízo ao Brasil desde o apoio, sempre com subterfúgios e discursos diferentes das práticas, ao governo Collor.

Para não ter que enfrentar a realidade, ser um colonizado do sistema financeiro, repetir mentiras e estupidez dos analistas e comentaristas do sistema Globo e seus congêneres televisivos, a classe média, que estaciona em vaga de cadeirante, que dá um jeitinho para obter insignificante e indevida vantagem, se esconde na falsa moral, na corrupção.

E, com isso, apenas demonstra a ignorância de não ver que as reservas monetárias brasileiras, fruto do trabalho de todos nós, são repassadas aos especuladores da banca, para “manter a estabilidade do dólar”. 

E isto em oposição ao próprio discurso neoliberal do câmbio flutuando conforme a vontade da banca.

Não vou sair, mas dou adeus ao País que viveu dias melhores, com a gestão de pessoas, hoje e sempre, tão ofendidas pela mídia golpista, servidora da banca.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado