Tuesday, January 9, 2018

TOUPEIRAS E TOPEIRAS DESTROEM O BRASIL – UM CASO NA ENERGIA


Nos romances de espionagem é frequente o toupeira, personagem que agindo ardilosamente desmonta a ação dos agentes opositores. 

Vem-me à mente o ótimo romance de G. K. Chesterton, “O Homem que foi quinta-feira”, como exemplo do toupeira.

Mas, em nosso idioma, há o topeira. O indivíduo de poucas luzes, capaz de provocar grandes prejuízos com seu raciocínio limitado.

Vou tratar de ambos, analisando a política energética que é aplicada atualmente em nosso País.

Há várias maneiras de tratar a energia. Prefiro começar pelo início, ou seja, pela produção da energia primária. Lembro-me de quando estudei, pela primeira vez, este assunto, me espantei com a elevada percentagem da lenha (carvão vegetal), na matriz brasileira.

Anos depois, assessorando o Governo de Ghana no planejamento energético, foi o consumo de lenha que me levou a discutir com os representantes do Banco Mundial – com a ótica limitada do neoliberalismo – a política de preços da energia, pois a defendida por eles aceleraria a desertificação naquele país, como já ocorria no vizinho Burkina Faso.

No Brasil, os governos militares investiram na construção de hidrelétricas e na interligação dos sistemas elétricos no País, em refinarias de petróleo e no etanol. O quadro das principais fontes, entre 1965 e 1990, além do crescimento dos volumes, mostrou nova configuração.

Em 1965, por ordem de volume, tivemos a lenha, o petróleo e a hidráulica. Em 1990, o petróleo assumiu a dianteira, a lenha e a hidráulica disputavam o  segundo, e aparece, pelo sucesso do proálcool, o bagaço de cana. De pouco mais de 50 milhões de tonelada equivalente de petróleo (tep), passamos para próximo aos 150 milhões tep – um salto tríplice em 25 anos.

Surgiam, neste período, questões que iriam prevalecer doravante no debate sobre energia: a energia não poluidora e a conservação de energia.

Podemos então afirmar que, com a “Nova República”, tivemos também uma revisão de prioridades e métodos de planejamento energético no Brasil.

Antes de prosseguir, é importante que os caros leitores, não afetos às questões da energia, saibam que, no mundo, os hidrocarbonetos: petróleo líquido e gasoso dominam quase inteiramente a produção de energia, inclusive na geração de eletricidade.

Isto significa que as mais fortes e poderosas pressões que recebemos vem das petroleiras e de toda economia que se desenvolve em torno da produção e consumo de petróleo, onde se encontram as termelétricas.

Estas empresas também atuam na geopolítica de seus países, hoje quase sempre servindo ao sistema financeiro internacional, que denomino “banca”. Trava-se uma disputa do petróleo com a água (hidrelétricas) na produção de energia primária. 

Segundo o engenheiro e professor Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni, a quem devo a ideia deste artigo e muitas das informações apresentadas, o “Brasil tem o maior potencial hidrelétrico remanescente e utilizável do mundo: 11% do total”.

O Brasil é rico em vários aspectos, menos no patriotismo e no nacionalismo de sua elite dirigente. Esta é constituída de toupeiras, impedindo, desde 1822, que tenhamos um país soberano e justo.

Uma das riquezas do Brasil está na abundância de seus cursos d’água, do caudaloso Amazonas a pequenos córregos existentes em quase todo País. A mais limpa e barata fonte primária de energia é a hidrelétrica.

A produção desta energia, quer nas Usinas de grande porte (UHE) – com reservatórios de mais de 3 km², gerando mais de 30 MW –, quer nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) – com reservatórios até 3 km² e potência instalada entre 1,1 e 30 MW – quer mesmo nas Centrais Geradoras Hidrelétricas, que não exigem reservatório, e dispõe de menos de 1 MW de potência instalada, deveria ser a prioridade número um de toda política energética brasileira.

Mas as toupeiras sempre procuram obstar este caminho preferencial com questões falsas e pequenas diante do grande benefício para o Brasil. Afirma o professor Pugnaloni que, como é óbvio, a preferência das multinacionais do petróleo é pelas termelétricas a combustíveis fósseis, “sete vezes mais caras, por quilowatt-hora produzido, do que as hidrelétricas. Mera cópia e transposição do poluente sistema americano de gerar energia com carvão e petróleo, de cujas jazidas mundiais são controladoras”.

Vejamos agora este impatriótico projeto de extinção da Eletrobrás pelos golpistas que se apossaram do País em 2016.

Das opções apresentadas, o mais significativo benefício, pelo custo despendido, é com as UHEs. E nesta relação custo/benefício não estou descartando os custos sociais e culturais, que ocorrerão para maioria das novas usinas.

Mas tal empreendimento é típico do Estado. Dificilmente uma empresa ou um consórcio privado assumiria a construção, operação e manutenção de hidrelétrica de grande porte. Para os “neoliberais” que tem horror ao Estado, única instituição capaz de tratar igualmente todos nacionais, só interessa os “investimentos a fundo perdido” que o Estado realiza em prol do sistema financeiro, da banca.

Assim tratam de criar todo tipo de pressão, no que os interesses estrangeiros sempre lhe ajudarão, para que tenhamos as piores opções de geração de energia. E lembremos que a energia cara vai significar menor competitividade para a indústria brasileira.

Há, efetivamente, a questão dos regimes pluviométricos, que atingem as bacias hidrográficas e, consequentemente, os reservatórios e barragens. Mas fazem diferentemente distribuídos nas diversas bacias. “Estamos cansados”, diz Pugnaloni, “de ver anos em que há seca no Sul e excesso de chuva no Sudeste”.

Além disso, eles podem ser equilibrados com outras formas de geração de energia, como as térmicas a gás natural empobrecido e a biomassa e as eólicas. Limito-me às de mais barato custo de produção e de energia mais limpa.

A imprensa oligopolista, sempre a serviço dos interesses alienígenas, volta e meia assombra a população de topeiras com o medo dos apagões e da falta d’água. Até as novelas da Globo, de modo sub-reptício, em verdadeiro “merchandising”, descaradamente privilegiam a energia importada. Realmente, este medo é real sempre em governos tucanos, que como todo governo da elite escravagista, não investe no interesse da maioria da população.

Mas, além dos recursos que apresentei, o Brasil, hoje, é autossuficiente em petróleo. Melhor diria, poderia ser autossuficiente em petróleo se os golpistas de 2016 não estivessem transferindo para o exterior o controle de nossas reservas e da produção de óleo e gás.

No balanço energético de 2015, as três principais fontes primárias são o petróleo, o bagaço de cana e a hidráulica.

O uso menos nobre do petróleo é de gerador de energia elétrica, o mais nobre é de insumo petroquímico. Em torno desta realidade que se definiria o petróleo em nossa matriz energética. Mas o que vemos no governo golpista: paralisação das obras e cancelamento de projetos de novas refinarias e de polos petroquímicos.

Fica assim o Brasil queimando petróleo, importando derivados e proporcionando, como em quase toda sua história, gordos ganhos para os acionistas e financistas estrangeiros e as comissões de praxe para as elites brasileiras.

Este assunto não se esgota num artigo. 

Gostaria de expressar meus agradecimentos ao engenheiro Ivo Pugnaloni pela importante colaboração e deixar claro que toda responsabilidade pelas críticas e proposições é unicamente minha.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado  pedroaugustopinho@aeiou.pt

Saturday, January 6, 2018

INTERESSES DE CLASSE DISTORCEM A HISTÓRIA - PARLAMENTARISMO

de:Pedro Pinho pedroapinho652@gmail.com
para:SCCBESME HUMANIDADE <sccbesme.humanidade@gmail.com>
data:6 de janeiro de 2018 11:10
assunto:Re: PARLAMENTARISMO - IVES GANDRA

Caro Paulo

Bom dia.

Escrevi o artigo abaixo sobre a proposta de parlamentarismo.

Ao invés de polemizar com a ideias do Gandra, preferi discorrer sobre as
expressões do Poder.

No meu entendimento, que muito se aproxima daquele da Escola Superior de Guerra,
o poder se expressa pela força, expressão militar, pela riqueza, expressão econômica,
hoje seria mais adequado denominar expressão financeira, pela expressão política e
pela expressão psicossocial, como ocorre no Irã e, de certo modo, em países de
marcante postura ideológica. 

Não colocaria a China, mas Cuba ao tempo de Fidel.

Considero a ciência e a tecnologia recursos operacionais de todas as expressões.

Dentro desta perspectiva elaborei a crítica ao projeto parlamentarista.

Forte abraço
Pedro


INTERESSES DE CLASSE DISTORCEM A HISTÓRIA

Como no jogo dos erros, coloco o texto: “O Brasil, que viveu 42 anos no sistema parlamentar monárquico, desde 1889 jamais teve um período tão longo de estabilidade.  De 1889 a 1930, foram 41 anos interrompidos pela ditadura Vargas (de 1930 a 1945)”, para análise dos argutos leitores.

 Onde se encontra a inverdade?

O período transcrito está na defesa do parlamentarismo, feita por um membro da elite* que dirige o Brasil desde sua “independência”. 

A proximidade das eleições de 2018, a perspectiva de ter, mais uma vez o Poder Executivo ocupado por pessoa não vinculada a esta elite política, faz ressurgir um parlamentarismo, diversas vezes repudiado por indiscutível maioria dos eleitores brasileiros.

Vamos entender este comportamento em elites que se mantém ou se mantiveram por séculos no poder em seus países, dominando expressões do Poder.

Primeiro um caso de menor sucesso. A Casa de Hohenzollern optou pelo poder militar para seu empoderamento no Império Prussiano. Com um exército eficaz, bem organizado e conduzido, dominou, em diferentes formatos e ocupações territoriais, por mais de três séculos, a Prússia. Só a I Grande Guerra, a qual seguiu a Revolução Alemã (1918-1919), pôs fim a este Poder de expressão militar.

Bem diferente ocorreu com o Império Britânico, que comemora, no século XXI, mais de cinco séculos de domínio do Poder Econômico, melhor e mais corretamente diria Poder Financeiro.

Este começa com o empoderamento dos barões, ainda com João Sem Terra, e se firma com o mercantilismo e a criação do Banco da Inglaterra. Sua cruel capacidade de se apropriar de todo ganho e total desprezo pelas condições de vida do povo, lhe possibilitaram vencer as mais importantes revoluções do mundo ocidental: Industrial, Americana e Francesa; transformadoras das condições de produção, e dos princípios que passariam a reger a liberdade civil e política.

A elite financista inglesa é das principais, senão a mais importante gestora do sistema financeiro internacional, que denomino “banca”. Ela impede qualquer mudança que ponha em risco seu empoderamento e tem o objetivo de dominar o mundo, “o Império onde o Sol nunca se punha”. Também ignora a veracidade e falseia as mais mesquinhas realidades, como denominar batata inglesa o tubérculo nativo da América. A elite britânica engana seu próprio povo e todos os demais: eliminou etnias, usou a escravidão quando lhe conveio e se lhe opôs quando precisou criar consumidores, o caso Mossadegh é exemplar quando se trata de criar uma ficção para ter a força que não dispunha agindo em seu proveito.

A elite brasileira usa a expressão política para sua dominação; de nossa Terra e de nossa gente. 
E age em proveito próprio e dos capitais estrangeiros que lhe dão guarida.

Não há patriotismo, nem nacionalismo, apenas sua manutenção no poder lhe importa.

Há um dado curioso nesta elite que a mais recente historiografia vem revelando.
 Tomo para exemplo o trabalho de dois brilhantes historiadores: João Fragoso e Sheila de Castro Faria. Desta última retiro do importantíssimo “Mulheres Forras – Riqueza e Estigma Social” (Tempo, nº 9, RJ): “em função de estigmas que pesavam sobre as atividades mercantis, este enriquecimento, entretanto, não foi acompanhado de prestígio social”.

A elite brasileira preferiu manter um concentrado poder social e político a deixar que o poder econômico tivesse ali guarida. 

A escravidão permitiu consolidar esta estrutura, durante o período do Império, o que, apenas num exemplo, os Estados Unidos da América (EUA) não conseguiram.

Em João Fragoso (com Manolo Florentino, “O Arcaísmo como Projeto”, Diadorim, RJ, 1993) aprendemos que, na estrutura produtiva montada para transferir excedentes para o exterior, o rentismo, a propriedade fundiária e, sobretudo, a exclusão social passavam a ser atributos formadores da elite nem sempre enriquecida.

Assim, o bacharel, mais do que o médico e os profissionais da engenharia, seria o símbolo do Poder Nacional. E hoje vemos aonde levou este empoderamento, em especial do Poder sem voto – o Judiciário, decisor de última instância de qualquer questão brasileira.

Colocando o Poder Político onde se pode formar mais facilmente a maioria, livre da eventual ocupação por uma liderança, civil ou militar, que não siga estritamente o modelo dos dois últimos séculos, o parlamentarismo, na curta perspectiva desta elite, aparece como a solução.

Tendo medo de que o Presidente Lula volte a ocupar a Presidência da República, desencadeiam um manietado presidencialismo com um parlamentarismo de improviso.

O texto que apresento para contagem de erros é apenas mais um exemplo de como a fraude acompanha o discurso da elite brasileira.

 Vejamos então.

Surge logo a Guerra do Paraguai, como crasso erro. Mas não para aí a quantidade de revoltas que o Brasil conheceu desde 1822 até 1889. Sem pretender a exaustão, menciono: a prolongada Balaiada, no Maranhão; os Malês, na Bahia;  a Revolta dos Marimbondos, em Pernambuco; a Confederação do Equador; as lutas abolicionistas, cujo exemplo mais marcante ocorre no Ceará, com Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, com a histórica frase: "no porto do Ceará não se desembarcam mais escravos"; e uma das maiores tragédias de nossa história - a Cabanagem, entre 1835 e 1840 - quando o Império, com ajuda da Inglaterra, provocou o extermínio de populações nacionais na região amazônica; para não mencionar a permanente extinção de índios e a perseguição aos escravos, envolvendo o Exército Imperial.

Também recai sobre o Império o opróbrio da escravidão racial.

Considerar este período imperial e da Primeira República estáveis só pode ser mais um escárnio dos que nos brinda permanentemente a elite e os golpistas de 2016.

Podemos, assim, ver pelos documentos históricos que toda elite usa a mentira, escamotear a verdade para se impor, seja ocupando o Poder pela expressão militar, como exemplifiquei na Prússia, seja pela expressão econômico-financeira, seja pela expressão política e social, como ocorre em nossa Pátria.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 


(*) IVES GRANDA

Thursday, January 4, 2018

MAGO MERLIN E O MUNDO DO BITCOIN


                            “Uma das razões que explicam a obsessão dos discos
                                   voadores é o anseio humano de libertar-se da prisão
                                   terrestre” (Fausto Cunha, Contatos de Diversos Graus e
                                   Nem Sempre Imediatos, 1981)

As fabulações sempre acompanharam o gênero humano.

Mas a inquietação intelectual, o conhecimento científico e as tecnologias desenvolvidas por estes humanos transformaram os medos e desejos fantasiosos em ridículas aventuras, no mais das vezes desventuras.

Vivemos a fábula da globalização, do antinacional, do virtual e, pairando sobre todos e tudo, como o deus criador, o financismo. 

E quem melhor do que o bitcoin para, qual desejada Excalibur ou temível dragão das florestas medievais, representar esta era?

E, como na canção de Albano Marques e Batalhão de Estranhos, “um dia ainda vamos rir de tudo isso”. 

O economista Ranulfo Vidigal, no Monitor Mercantil (O que esperar de 2018, em 27/12/2017), resume a recente trajetória de importante indicador econômico: “a renda per capita caiu 12% na recessão dos anos 80, motivada pela crise no Balanço de Pagamentos, caiu também 8,3% na recessão dos anos 90, motivada por nova crise externa.

 E retrocedeu 8,7% pela crise política, pelo conflito distributivo e pela queda dos lucros entre 2015/2017, apesar do céu de brigadeiro na cena externa”. 

E assinala o economista, “estamos diante de uma revolução tecnológica” que não altera apenas as condições de trabalho e de produção, mas modifica – e isto é mais grave e profundo – a percepção social dos próprios limites e conquistas individuais e coletivas.

Se os desejos e ameaçadores monstros medievais poderiam ser alcançados e vencidos pelos feitiços de Merlin, agora a sociedade põe cega confiança no virtual, quer dos censurados e direcionados conhecimentos dos googles e dos relacionamentos dos facebooks quer nos enriquecimentos sem bens dos bitcoins.

O que significa moeda virtual, além da não existência no mundo real?

O bitcoin surgiu, provavelmente, pelas mãos de pequeno grupo de pesquisadores e tecnólogos da informação, que se denominaram Satoshi Nakamoto, entre 2008 e 2010, quando foi efetuada a primeira transação.

 De lá para cá várias outras moedas virtuais – sem lastro, sem entidades responsáveis, nem mesmo identificados emitentes – foram surgindo, alguma com direcionados objetivos.

 Entre elas: ripple, litecoin, mastercoin, lebowski, dogecoin, ether etc. 

É curioso que, na Era do Conhecimento, dos apelos às ciências, à razão, o ser humano ainda se encante com alquimistas, feiticeiros, charlatães de toda ordem, até exorcizando “demônios” dos fiéis.

A Folha de S. Paulo (Ilustríssima, 24/12/2017) publicou artigo de Dag Herbjornsrud sobre o precursor do iluminismo – Zera Yacob, etíope que escreveu, em 1667, “Hatäta” (Investigação). Neste livro, pregando ideais humanistas, a defesa da igualdade de gênero, Yacob propugnou por ordem mais racional, fora das crenças e doutrinas religiosas.

Três séculos e meio se passaram e ainda não vivenciamos a igualdade de gênero, de raças, ainda buscamos escravizar homens e mulheres, inclusive com apelos míticos e místicos.

Neste País de fraudes, mentiras presidenciais, de “golpes constitucionais” (sic), de leis que vão sendo construídas para absolvições ou punições políticas, e que se espalham, pouco a pouco, e atingem, em todos os campos, a sociedade inteira, provocando a mais completa insegurança: física, econômica, social, pública e privada, o bitcoin se apresenta como valor simbólico.

Sem existência física, os bitcoins são o exemplo do capital apátrida, da especulação financeira, do descaso pelas leis, do desprezo pela ordem, da fuga aos tributos, mas com um dono que se enriquece na apropriação dos bens de todos outros.

Que o prezado leitor não se iluda, mesmo tendo batido panela contra seu emprego ou seu negócio, o virtual financeiro lhe impedirá de viver na sociedade da lei, da ordem e da maior segurança e justiça social. Ao entrar no mundo da fantasia, da especulação será um contribuinte, monetário e moral, para que os ricos fiquem mais ricos e todos demais mais pobres, em especial os que já vivem na pobreza.

Mas, como sempre, no afã de enganá-lo, de deturpar os fatos e as razões, de confundir verdades com mentiras, estarão todos os veículos da grande imprensa, da mídia oligopolista, global, iurdista e coligadas de diversas ordens.

 Meu prezado sempre encontrará a mão e a palavra para conduzi-lo à dívida, ao engodo, à miséria. 

Os novos mosteiros não o afastarão dos espíritos malignos, ao contrário, eles o colocarão no caminho dos pagadores de dízimos de toda natureza, dos contribuintes para maior desigualdade social e econômica, do triunfante e ditatorial  império neoliberal.

É tempo de acordar. Malgrado toda força ilusionista ainda temos um País, uma moeda e um povo, crédulo mas trabalhador e honesto, diferente de sua elite. Tratemos de reagir para obter bens e produzir riqueza para os brasileiros, reconquistar a democracia, a justiça social e um judiciário sem partido.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado pedroapinho652@gmail.com

Thursday, December 28, 2017

IVES GANDRA - PARLAMENTARISMO - COM COMENTÁRIO NO PRÓPRIO TEXTO POR P.A. LACAZ

EM ELABORAÇÃO 
Parlamentarismo, um sistema bem-sucedido
 Ives Gandra da Silva Martins:
SEXTA-FEIRA, 16 SETEMBRO 2016 / PUBLICADO EM , NOTÍCIASOPINIÃO

 Com exceção dos Estados Unidos, [ O Senhor está enganado - vide a opinião do Senador Americano Bernie Sanders: https://berniesanders.com/issues/  - que realça:" Sobre os Problemas Atuais  - O povo americano deve tomar uma decisão fundamental. Continuamos o declínio de 40 anos da nossa classe média e o fosso crescente entre os muito ricos e todos os outros, ou lutamos por uma agenda econômica progressista que cria empregos, gera salários, protege o meio ambiente e oferece cuidados de saúde para todos? Estamos preparados para assumir o enorme poder econômico e político da classe bilionária, ou continuamos a deslizar para a oligarquia econômica e política? Estas são as questões mais importantes do nosso tempo, e a forma como as respondemos determinará o futuro do nosso país".  ]  O presidencialismo nas Américas tem sido um permanente fracasso. Todos os países que o adotaram tiveram golpes de Estado, revoluções e períodos de uma frágil democracia. Mas isto se deve  ao regime devido ao sistema presidencialista democrático. Pois o regime Presidencialista Societocrático é favorável a um melhor controle do equilíbrio dos Capitais:  Capital Moral, Capital Intelectual Científico e do Capital Material ($).

 Se analisarmos, depois da 2.a Guerra Mundial os principais países sul-americanos foram agitados por rupturas institucionais e regimes de exceção. Assim, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Venezuela, Cuba, etc., passaram por rupturas democráticas e pela implantação de regimes de força. Isto é normal pois o Imperialismo Americano não  deseja que estes paises venham a crescer socialmente, contrariando os seus interesses e desta forma promovem revoluções. Como está ocorrendo hoje com a orquestarção da Lava Jato. no Brasil.http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2017/03/o-que-lava-jato-tem-feito-pelo-brasil.html

 O Brasil, que viveu 42 anos no sistema parlamentar monárquico, desde 1889 jamais teve um período tão longo de estabilidade. De 1889 a 1930, foram 41 anos [Tenho a  leve impressão que seus ancestrais paulistanos, lhe contaram a história  errada. Segue para  seu conhecimento as verdades dos fatos.  http://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/historia/historia/a1republica.html  ~ A Constituição de 1891 foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891 e teve sua vigência até o dia 16 de julho de 1934. Com predomínio na sua elaboração o gênio de Rui Barbosa teve forte inspiração na Constituição dos Estados Unidos da América. Combinava elementos da constituição americana com formulações constitucionais vigentes na Europa, e inovava, ao instituir como harmônicos e independentes entre si os três Poderes do Estado – o Legislativo, o Executivo e o Judiciário – e ao abolir o Poder Moderador. Ficava abolido, também, o voto censitário (só votavam pessoas de determinada renda), mas, por outro lado, era cassado o voto dos analfabetos, direito que estes desfrutavam no governo imperial. Transformam-se, ainda, as províncias em Estados, que dispõem de larga autonomia, formando uma Federação, e transfere-se para a competência dos municípios a responsabilidade do alistamento eleitoral.
O regime político passa a ser republicano e presidencialista. Consagra o princípio federativo, onde a Nação é uma federação de vários Estados, com seus próprios governos, submetidos ao governo central, aos quais se permite tudo o que o texto constitucional não proíba. Os Estados organizar-se-ão de forma que fique assegurada a autonomia dos Municípios em tudo quanto respeite ao seu peculiar interesse. Confere aos Estados-membros da federação autonomia para organizar o seu Poder Legislativo. Pois hoje estamos vivendo a Revolçução de 30. O Senhor é da elite paulista e desconhece as necessidades do resto do Brasil - ai entrou Getúlio Vargas para impor a Disciplina Nacional nesta  República Velha  https://historiandonanet07.wordpress.com/2011/01/31/primeira-republica/  (Parlamentarista/Presidencialista)
Cabe aqui uma nota do Positivista Ortodoxo Arthur Virmond de Lacerda Neto -  arthurlacerda@onda.com.br  -  "Em 42 anos, o Brasil teve dezenas de gabinetes, cujos mandatos duraram de três meses a, no máximo, dois anos e meio. O parlamentarismo no Brasil Monárquico foi essencialmente instável e carente de continuidade administrativa.
Ao ser destronado, o já então ex-Pedro II, desabafou:
"Levei 40 anos a carregar maus governos. A experiência pátria, pretérita, parlamentarista, recomenda mal o regime que lhe suscita entusiasmo.
Qualquer dia a disciplina vai começar a ser aplicada no Paraná/São Paulo ] interrompidos pela ditadura Vargas (de 1930 a 1945). O período de 1946 a 1964 (18 anos) terminou com a revolução de 31 de março. A redemocratização de 1985 deu início a um período de 31 anos, com dois impeachments presidenciais e alta instabilidade. Os governos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff levaram o País à crise econômica sem precedentes em sua História, com queda assustadora do PIB https://www.cartacapital.com.br/economia/lula-dilma-e-o-pib-brasileiro ] 
11,5 milhões de desempregadoshttps://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/11/29/desemprego-e-de-118-e-atinge-12-milhoes-de-trabalhadores-diz-ibge.htm ], retorno da inflaçãohttps://www.brasil247.com/pt/247/economia/326577/A-infla%C3%A7%C3%A3o-de-Dilma-e-de-Temer-na-charge-de-Geuvar.htm  ]  -  e fantástico nível de corrupção https://www.brasil247.com/pt/colunistas/davissena/254116/Governos-Lula-e-Dilma-transpar%C3%AAncia-e-combate-%C3%A0-corrup%C3%A7%C3%A3o-%E2%80%94-*temer-no-poder-e-a-submiss%C3%A3o-do-Brasil.htm ] .

 Decididamente, o presidencialismo não é um bom sistema, [ O acima exposto não fornece dados para afirmar que o Presidencialismo não é um bom sistema]  -   pois confunde o chefe de Estado com o chefe de governo e este, quando eleito, se sente dono do poder, transformando-o, o mais das vezes, numa ditadura a prazo certo. Já o Presidencialismo Societocrático Republicano fiscalizado pelos Congressistas, da Câmara do Congresso Nacional, que disciplina as ações do Presidente para não se tornar um ditador e sim um Pronunciador Republicano, para cumprir os projetos  elaborados  pela Câmara de Orçamento e Gerenciamento onde está presente  o Executivo -  Em alguns países que adotam o sistema presidencialista democrático, o chefe de Estado acumula as funções de chefe de Governo, como é o caso do Brasil e dos Estados Unidos. Entre  nos slides - 39 a 86 refentes ao Regime Político/Judiciário e analisem o conteudo. Pode ser Utópico mas jamaisi será quimérico. Vejam a forma de eleição dos participantes destas Câmaras.

Presidi entre 1962 e 1964, na cidade de São Paulo, o extinto Partido Libertador, o único partido autenticamente parlamentarista entre os 13 existentes até o Ato Institucional n.° 2. Declarava Raul Pilla, seu presidente nacional, ser o parlamentarismo o sistema de governo da “responsabilidade a prazo incerto”, pois, eleito um chefe de governo irresponsável, por voto de desconfiança é alijado do poder, sem traumas. O presidencialismo, ao contrário, considerava Pilla, é o sistema “da irresponsabilidade a prazo certo”, pois, eleito um presidente incompetente ou corrupto, só pelo traumático processo do impeachment é possível afastá-lo. É melhor o estado de direito, com a aplicação de um impeachment para ser bem Julgado; mesmo assim  ocorre injustiça como foi o caso da Presidente Dilma; pois o atual Congresso é formado de represntantes  de elevado nível amoral. Pois se vendem  e não possuem  nenhuma conduta doutrinária  que os  diciplinem  dentro de um Capital Moral, para o Bem Estar Social da Civilização Brasileira. Com relação a Irresponsabilidade desejo-lhe informar que é o inverso, quem é Irresponssável é o Parlamentarismo - http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2017/07/a-evolucao-dos-regimes-politicos.html

 Vejamos, por exemplo, o Brasil atual. Desde 2014 os sinais de fracasso do modelo econômico adotado eram evidentes,[Não é verdade, não foram os fracassos de seu plano econômico. Os motivos foram outros e tudo começou em 2015 -  http://vestibular.brasilescola.uol.com.br/atualidades/impeachment-dilma-rousseff.htm ] mas só houve consenso em iniciar o processo de impeachment em meados de 2016. Vejam o que o Senador Americano Bernie Saders falou deste golpe contra Dilma Rousseff     http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2016/08/sanders-condemns-efforts-to-remove.html

 Arend Lijphart, professor da Universidade Yale, publicou um livro, em 1984, intitulado Democracies: Patterns of Majoritarian & Consensus Government in Twenty-one Countries.
  Examinou o sistema dos 21 principais países do mundo onde não houvera ruptura institucional depois de 2.a Guerra Mundial e encontrou 20 hospedando o parlamentarismo e só os Estados Unidos presidencialista. O QUE É BOM PARA OS OUTROS NÃO QUER DIZER QUE SERÁ BOM PARA NÓS. AQUI A MENTALIDADE É COPIAR O QUE VEM DE FORA; E MUITAS VEZES COPIA ERRADO. QUANDO SE CRIA NOVAS IDEIAS, POR AQUI, LOGO CABE A PERGUNTA: ONDE TEM ISSO LÁ FORA? CABE A RESPOSTA: QUANDO SANTOS DUMONT CRIOU  O AVIÃO , CASO TIVESSE CRIADO POR AQUI LOGO PERGUNTARIAM: DE ONDE ROBOU A PATENTE DESTA IDÉIA?

 Historicamente, os dois sistemas têm origem na Inglaterra, o parlamentar (1688/89), e nos Estados Unidos, o presidencial (1776/87). A própria influência inglesa nas 13 colônias levou os norte-americanos a adotar um sistema presidencial quase parlamentar, pois lá o Congresso tem participação decisiva nas políticas governamentais. Por isto que eles estão se auto destruindo - E só se manteem com a destruição dos outros  pelas Guerras. E agora já estão sofrendo internamente com suas políticas domésticas amorais, com a redução violenta da Classe Média, que mantem o consumismo do capitalismo nos USA -http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2017/09/this-labor-day-struggle-continues.html  http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2017/09/our-tax-fight-nossa-luta-fiscal.html

 O grande diferencial entre parlamentarismo e presidencialismo reside na responsabilidade.

Não é verdade o Parlamentarismo é o regime da Irresponsabilidade; do caos constante,  da instabilidade política e econômica.

 No parlamentarismo, o mau desempenho é motivo de afastamento do primeiro-ministro, eleito sem prazo certo para governar. A própria separação entre chefe de Estado e chefe de governo cria um poder ultrapartidário capaz de intervir nas crises, seja para avalizar novos governos escolhidos pelo Parlamento, seja para dissolver o Parlamento quando este se mostre também irresponsável, a fim de consultar o povo se aquele Parlamento continua a merecer a confiança do eleitor. A maioria nunca tem razão acerta por acaso.

 O simples fato de o chefe de governo ter de prestar contas ao Parlamento e os parlamentares poderem voltar mais cedo para casa impõe a seus governos a responsabilidade, característica dominante no sistema parlamentarista. No sistema Societocrático Republicano, Presidencialista, Municipalista, Federativo e Trabalhista; e com base em um Sistema  Econômico/Financeiro Capitalista  Policiado - http://br.monografias.com/trabalhos3/capitalismo-sustentavel-mudanca-paradigmas-classico/capitalismo-sustentavel-mudanca-paradigmas-classico.shtml , quem elabora o Plano Nacional de Governo é o Executivo através da Câmara de Orçamento e Gerenciamento, solicitando  sugestões do Legislativo ( Camara do Congresso Nacional) , para atender aos Municípios, através dos Deputados Federais dos Estados eleitos democraticamente, pelo regime eleitoral vigente. Já os demais participantes do Governo, serão eleitos pelo Sistema Eleitoral Societocrático Republicano; ( o Senado será eliminado) e fisaclizado pelos participantes da Camara do Congresso Nacional, na cobrança das metas Nacionais pré-estabelecidadas e sugeridas pelo Executivo. A responsabilidade é do Executivo e do Presidente da República, no cumprimento das metas e seus resultados Sociais e Morais para o Bem Estar do povo brasileiro.

 Por outro lado, a separação da chefia de governo da chefia de Estado – algo que, no presidencialismo, se confunde na mesma pessoa – facilita a adoção de outros atributos próprios do sistema parlamentar, como o da burocracia profissionalizada. Este jornal publicou em 3/1/2015 que, enquanto o governo parlamentar alemão tinha 600 funcionários não concursados para tais funções, a presidente Dilma Rousseff tinha 113 mil. REALMENTE  o Governo Lula e Dilma insuflaram estes contratos. Isto não quer dizer  que mudando o  Regime Político isto poderá se alterado.

 Eleito um governo, este escolherá entre os servidores públicos que estão no topo da carreira os que mais se afinam com a maneira de ser do novo governo. Gozam os presidentes dos Bancos Centrais de autonomia maior, quando não de independência. Banco Central  jamais podrá ser pivatizado. Por essa razão, nas quedas de Gabinete os servidores administram o País até a escolha de um novo governo, sem a economia ser afetada.

 Acrescente-se que a maioria dos países parlamentares adota o voto distrital puro ou misto, o que facilita o controle do eleitor sobre o político eleito. Não acredito muito nesta eficiência, do  eleitor cobrar a posição  do político , com relação aos seus programas de campanha, devido a ignorância política do povo brasileiro..
  
 Os modelos parlamentaristas são diversos, com maior ou menor atuação do chefe de Estado. Alguns até exercem funções de governo, como nos modelos francês e português, por exemplo, mas a regra é não exercê-las.

Também os partidos políticos se fortalecem no parlamentarismo, enquanto no presidencialismo se esfacelam, à luz da maior força do presidente. Quando se diz que o Brasil não pode ter o parlamentarismo porque não tem partidos políticos, respondo que o Brasil não tem partidos políticos porque não tem o parlamentarismo. Cláusula de barreira é fundamental para evitar legendas de aluguel, algo que, no Brasil, é um dos maiores males do presidencialismo. No SistemaSocietocrático Republicano, Presidencialista, Municipalista Federativo não ocorre estas aberrações. Muitas das vezes a pena e a Prisão Perpétua ou a Pena de Morte que sanam estas dificuldaes sociais são postas em prética.Vide o que ocorreu em Singapura -   http://societocratic-political-regime.blogspot.com.br/2015/08/lee-kuan-yew-o-maior-lider-estadista.html
 Creio que chegou o momento de repensar o modelo político brasileiro e adotar o sistema parlamentar (Negativo), que sempre deu certo no mundo, para favorecer o rico ficar mais milionário e o pobre mais miserável, substituindo o adotado pelo Brasil, cujo fracasso é fantasticamente constante na sua História; porque infelizmente a Proclamação da República foi um Golpe de Estado Salutar,  para a implantação do Regime Sociocrático Republicano, que com a morte de Benjamin Constat (1891) , Rui Barbosa, advogado da Oligarquia, hoje representados pela FIESP e  Rede Globo, copiou a Constituição dos USA, para gerar esta anarquia que vivemos hojehttp://www.doutrinadahumanidade.com/artigos/reformular_sociedade_brasileira.htm (O Estado de S. Paulo – 14/09/2016)

 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS É PROFESSOR EMÉRITO DAS UNIVERSIDADES MACKENZIE, UNIP, UNIFIEO E UNIFMU, DO CIEE/”O ESTADO DE S. PAULO”, DA ECEME, DA ESG E DA ESCOLA DA MAGISTRATURA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL-13 REGIÃO

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SEM MAIS PARA O MOMENTO, DESEJO-LHES 
SAÚDE COM RESPEITO E FRATERNIDADE
PAULO AUGUSTO LACAZ